A fila de espera por perícia médica do INSS encerrou junho com 391,4 mil agendamentos, o menor nível em cerca de três anos. A redução foi de 58,8% em relação a agosto de 2023 e de 68,2% frente ao pico registrado em novembro de 2025, quando mais de 1,23 milhão de pessoas aguardavam atendimento. Segundo o Ministério da Previdência, a queda resulta da contratação de 500 novos peritos, mutirões, pagamento de bônus por produtividade e do Atestmed, sistema que permite conceder benefícios por incapacidade com análise documental, sem perícia presencial em muitos casos. O tempo médio de espera caiu de 71 para 30 dias, com expectativa de chegar a 25 dias em julho. O diretor de Perícia Médica Federal, Álvaro Fagundes, afirma que o objetivo é garantir a substituição rápida da renda do trabalhador afastado e destaca que o Atestmed foi essencial para reduzir a fila.
Pelo sistema, o segurado envia o atestado pelo Meu INSS, que é analisado por um perito. Se houver dúvidas, o pedido pode ser negado ou encaminhado para perícia presencial. A ferramenta, porém, é alvo de críticas da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP). O vice-presidente da entidade, Francisco Eduardo Cardoso, afirma que o modelo aumenta o risco de fraudes, principalmente em casos de doenças mentais, e que a redução da fila seria artificial. Fagundes rebate as críticas e afirma que os índices de concessão e de negativa do Atestmed são semelhantes aos das perícias presenciais, mantendo critérios técnicos na análise dos pedidos.
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