A Corte Suprema de Cassação da Itália analisa nesta quarta-feira (1º), em Roma, o segundo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, relacionado à condenação por perseguir um homem armada em São Paulo, em 2022. A Corte julga recurso da defesa contra decisão da Corte de Apelação de Roma, que autorizou a extradição em abril. A expectativa é de que a decisão seja anunciada ainda hoje. Em 2024, o STF condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Ela fugiu para a Itália após outra condenação, pela invasão ao sistema do CNJ e emissão de falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Há um mês, a mesma Corte negou sua extradição nesse primeiro processo. Os juízes entenderam que houve falta de imparcialidade do STF, citando o duplo papel de Moraes como vítima e julgador. Também apontaram violação ao direito de defesa. Após essa decisão, Zambelli deixou a prisão e permanece em Roma. O deputado italiano Angelo Bonelli cobrou informações sobre seu paradeiro e eventual vigilância.
Neste novo caso, a situação é diferente porque a vítima foi outra pessoa e o relator no STF foi o ministro Gilmar Mendes. Se a extradição for autorizada, a decisão final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, em até 45 dias. A defesa alegou parcialidade do STF, más condições do sistema prisional brasileiro e tentou enquadrar o caso como crime político. A Justiça italiana rejeitou esses argumentos e também afirmou que a dupla cidadania de Zambelli não impede a extradição. Eleita em 2022 com 946 mil votos em São Paulo, Zambelli renunciou ao mandato em dezembro após decisões judiciais.
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