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quinta-feira, 14 de maio de 2026

FLÁVIO NEGA, MAS MUDA PARA JUSTIFICAR CORRUPÇÃO


Em áudio divulgado ontem, 13, pelo portal
 Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, cobra R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair BolsonaroNa conversa, Flávio chama Vorcaro de “irmão” e afirma que estará “sempre” ao lado dele. Inicialmente, o senador negou a autenticidade do áudio, mas depois confirmou a conversa e alegou que a negociação não tinha ilegalidade. Segundo a reportagem, o diálogo ocorreu em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal em investigação sobre corrupção, lavagem de dinheiro, lobby e pagamento de propina envolvendo setores político, econômico e de mídia. Parte dos recursos teria sido transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e ligado a aliados de Eduardo BolsonaroEm um trecho da conversa, Flávio diz: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”. Questionado pela imprensa durante visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, Flávio negou inicialmente a existência do áudio. Mais tarde, divulgou vídeo admitindo a conversa e afirmando não ter cometido irregularidades.

A reportagem afirma que ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio do ano passado em seis operações financeiras. O filme seria produzido nos Estados Unidos sob coordenação de Eduardo Bolsonaro. Vorcaro é apontado como principal investigado no esquema. Entre as instituições citadas está o Banco de Brasília, que teria acumulado prejuízo bilionário após adquirir títulos do Banco Master. A tentativa de compra do Master pelo BRB também levou à prisão do ex-diretor do banco público Paulo Henrique Costa. Segundo fontes da PF ouvidas pelo Correio, o episódio revelado no áudio ainda não integra formalmente as investigações, mas poderá ser incluído nas diligências da Operação Compliance Zero. 

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