Após sobrevoarem a Lua, observarem seu lado oculto e ficarem cerca de 40 minutos sem contato com a Terra, os astronautas da missão Artemis 2 celebraram a experiência inédita — inclusive comendo cookies. Ontem, 6, a missão atingiu marcos históricos. Às 14h56 (de Brasília), Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen se tornaram os humanos que viajaram mais longe da Terra, superando o recorde da Apollo 13. A missão alcançou 406.773 quilômetros de distância do planeta. A maior aproximação da Lua ocorreu às 20h02, a cerca de 6.550 km da superfície lunar. Durante o voo, a tripulação realizou observações científicas da Lua e também presenciou um eclipse solar. Após o feito, os astronautas conversaram com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o administrador da Nasa, Jared Isaacman. Wiseman destacou a experiência de ver a Lua de uma nova perspectiva. Segundo ele, a equipe observou regiões nunca antes vistas por humanos. Trump elogiou a missão, chamando os astronautas de pioneiros modernos. Ele afirmou que os EUA pretendem estabelecer presença permanente na Lua. O presidente também mencionou planos futuros de enviar humanos a Marte.
Wiseman comentou que a experiência reforça a ideia de a humanidade se tornar uma “espécie de dois planetas”. Mesmo durante o período sem comunicação com a Terra, a equipe manteve atividades científicas intensas. Ainda assim, encontraram tempo para um momento simbólico: comer cookies com xarope maple. Koch destacou a importância da exploração espacial ao rever a Terra após o lado oculto da Lua. Glover resumiu a experiência como “bem legal”, apesar da responsabilidade de manter o trabalho. Hansen afirmou que observar o lado oculto da Lua foi surpreendente e impactante. Ele descreveu a sensação como se estivessem fora da cápsula, diante da Lua. Durante o período sem contato, a equipe permaneceu focada na coleta de dados. A missão Artemis 2 já está retornando à Terra. A amerissagem está prevista para sexta-feira (10), no oceano Pacífico.
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