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domingo, 12 de abril de 2026

RADAR JUDICIAL


CÂMERAS EM BANHEIROS

Estudantes do Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião (DF), denunciaram a presença de câmeras em banheiros masculinos da escola. Conhecida como “Chicão”, a instituição teria ao menos duas câmeras e um sensor instalados no local. Imagens divulgadas pela página São Sebastião Notícias reforçaram a denúncia. Segundo relatos, equipamentos semelhantes já haviam sido retirados do banheiro feminino. A Secretaria de Educação do DF informou que os dispositivos foram removidos. A retirada ocorreu na quinta-feira (9), como medida preventiva. De acordo com a pasta, os equipamentos eram antigos, de gestões anteriores. Eles estariam desligados e não faziam captação de imagens. A legislação brasileira proíbe câmeras em áreas íntimas, como banheiros. A prática pode configurar violação grave de privacidade. A secretaria afirmou que não autoriza esse tipo de monitoramento. O caso segue sob acompanhamento, com возможíveis medidas administrativas. 


DELEGADO É FLAGRADO TENTANDO FURTAR

Imagens de segurança flagraram um delegado da Polícia Federal tentando furtar uma iguaria de luxo no shopping RioMar, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, foi detido e levado à Delegacia de Boa Viagem para prestar depoimento. Ele responde a inquérito por furto e a processo disciplinar na Corregedoria da PF. O caso ocorreu na quarta-feira (8), por volta das 16h, em uma unidade do supermercado Palato. O produto furtado foi um carpaccio de trufas negras, avaliado em cerca de R$ 300. As imagens mostram o homem pegando o item e, depois, escondendo-o no bolso enquanto estava na área de padaria. Em seguida, ele passa por um caixa e paga por outros produtos, sem incluir o carpaccio. Após sair da loja, o delegado é abordado por um segurança no corredor do shopping. Ele é conduzido de volta ao estabelecimento. Ao retornar, retira o produto do bolso e o entrega ao vigilante. Funcionários realizam revista e conversam com o servidor. A defesa do delegado e os responsáveis pelo shopping e pelo supermercado não se manifestaram.


ELEIÇÃO NO PERU

O Peru vai às urnas neste domingo (12) para eleger seu décimo presidente em dez anos, refletindo forte instabilidade política. O cenário ocorre em meio a uma crise de segurança que gerou protestos massivos e repressão recente. A economista Sandra Upiachihua diz estar desanimada e indecisa entre 35 candidatos. O número recorde de presidenciáveis dificultou até a organização dos debates. Keiko Fujimori aparece entre as favoritas, com 13% das intenções de voto, seguida por Carlos Álvarez (9%) e Rafael López Aliaga (8%), segundo a Ipsos. Apesar disso, indecisos e votos em branco ainda predominam, e os três estão tecnicamente empatados. Keiko costuma chegar ao segundo turno, mas nunca venceu. Especialistas apontam desilusão eleitoral, com aumento de votos nulos e brancos. O segundo turno está previsto para 7 de junho. O poder político, porém, está concentrado no Congresso, com 130 deputados e, agora, 60 senadores após reforma recente. A instabilidade é agravada pela facilidade de destituir presidentes e pela fragmentação partidária. Nos últimos anos, o país teve sucessões rápidas no poder, com mandatos curtos e crises constantes. Dina Boluarte foi a mais duradoura da década, mesmo enfrentando protestos e escândalos. A chamada “parlamentarização” fortaleceu o Legislativo frente ao Executivo. A fraqueza dos partidos dificulta governabilidade e formulação de políticas. Para a população, os principais problemas são segurança e corrupção, alimentando a crise de representatividade.

ELEIÇÃO NA HUNGRIA

A Hungria decide neste domingo (12) se a longa era de Viktor Orbán chega ao fim, após 16 anos no poder marcados por reformas que ampliaram seu controle institucional. O premiê enfrenta o eurodeputado Péter Magyar, líder nas pesquisas, mas que precisa abrir vantagem maior para superar obstáculos do sistema eleitoral. Mesmo com vitória, Magyar pode ter dificuldades para governar sem dois terços do Parlamento, diante de um Judiciário alinhado a Orbán. Pesquisas indicam vantagem de cerca de 10 pontos, mas há muitos indecisos e o voto não é obrigatório. A campanha mobilizou atos públicos, como o evento “Demolição do Sistema”, que buscou estimular participação. O pleito também atraiu atenção internacional, com manifestações de apoio e críticas vindas dos EUA, União Europeia e Rússia. Internamente, corrupção, crise habitacional e desigualdade contrastam com a ascensão de aliados do governo. Já Orbán aposta em discurso contra Bruxelas e na defesa da soberania energética. Magyar foca no combate à corrupção e na reaproximação com Europa e Otan, evitando temas sensíveis. O ambiente eleitoral ainda é marcado por forte controle da mídia, desinformação e temores de interferência externa, levantando dúvidas sobre a lisura do processo.

GOVERNO MILEI EM CRISE

A crise envolvendo Manuel Adorni, figura-chave do governo Javier Milei, escalou e deixou de ser um episódio isolado para atingir o núcleo do poder. A Justiça argentina suspendeu seu sigilo bancário, fiscal e financeiro, investigando a evolução patrimonial e operações imobiliárias. A medida também alcança sua esposa e pessoas com vínculos financeiros diretos com ele. O caso ultrapassa o desgaste político e ganha dimensão institucional em meio ao cenário pré-eleitoral. Episódios anteriores, como o uso de avião oficial por sua esposa, já haviam fragilizado o discurso contra privilégios. Somam-se a isso operações financeiras incomuns, incluindo empréstimos com garantias imobiliárias. A investigação amplia questionamentos políticos e limita o controle da crise pela comunicação do governo. Adorni era peça central na estratégia de Milei, atuando como porta-voz e defensor da narrativa anticasta. Com o aumento de seu poder, deixou de ser apenas comunicador e passou a integrar o mecanismo decisório. Como integrante do núcleo duro, ao lado de figuras próximas ao presidente, seu desgaste afeta todo o governo. A crise evolui de política para judicial, expondo o funcionamento interno da administração. Mais que imagem, trata-se agora de um teste de coerência para o projeto político de Milei.

Salvador, 12 de abril de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.



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