Pesquisar este blog

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PROFISSIONAIS DA SAÚDE SÃO AGREDIDOS NOS ATENDIMENTOS


Sete em cada dez profissionais de enfermagem de São Paulo sofreram violência no trabalho no último ano. 
Pesquisa do Coren-SP com 4.402 profissionais aponta 72,6% de vítimas de agressões. A enfermeira Vanessa Scarcella foi agredida por um paciente e, depois, por um colega. O enfermeiro Wagner Batista também levou um soco e foi ameaçado com uma arma em uma UPA de Guarulhos. A longa espera é apontada como principal causa das agressões, por 63,9% das vítimas. Estrutura precária e insatisfação com o atendimento aparecem em seguida. Pacientes, familiares e acompanhantes são os principais agressores. A violência verbal é a mais comum, atingindo 89,2% dos profissionais. Depois aparecem violência psicológica, com 73,8%, e física, com 19,2%. Os serviços públicos concentram 71,6% dos casos, contra 36,9% na rede privada. Também foram relatados episódios de violência de gênero, sexual e discriminação. Apenas 27,7% dos profissionais dizem receber apoio após as agressões. Somente 30,1% das vítimas registraram denúncia.

Entre os que denunciaram, 65,2% afirmam que não houve qualquer desfecho. Somente 5,7% disseram que o agressor foi punido. O problema foi debatido na Câmara Municipal de São Paulo. Projeto em tramitação prevê medidas de prevenção, segurança e acolhimento às vítimas. Entre elas estão botões de pânico, controle de acesso e atendimento psicológico. O Senado também aprovou aumento de penas para crimes contra profissionais da saúde. A proposta, alterada, ainda será analisada pela Câmara. Para o Coren-SP, filas, precariedade e falta de profissionais contribuem para a violência. As agressões também provocam afastamentos e agravam a falta de trabalhadores. O conselho mantém canais de denúncia e oferece apoio às vítimas. A entidade defende protocolos de segurança e melhores condições de trabalho. 

EMPRESAS DE IA DESTROEM MILHARES DE LIVRO AO REDOR DO MUNDO


Em abril, o livreiro Marçal Font, da Livraria Fénix, na Espanha, recebeu pedidos incomuns de livros antigos. 
As encomendas vinham do Canadá e reuniam muitos exemplares em intervalos curtos, com custos de envio considerados absurdos. Font e o pesquisador de IA Xavier Vinaixa suspeitaram de fraude e começaram a investigar, chegando a conclusão de relatos semelhantes de livreiros na Alemanha, Nova Zelândia e Austrália. As compras estariam relacionadas ao chamado “Projeto Panamá”, ligado à digitalização de livros para treinamento de inteligência artificial. Em 2025, a Anthropic concordou em pagar US$ 1,5 bilhão para encerrar uma ação de autores que alegavam uso não autorizado de suas obras. Documentos judiciais mencionaram um plano para escanear livros de forma destrutiva, sem tornar pública a operação. O processo envolve cortar a lombada, separar as páginas e submetê-las a escâneres industriais de alta velocidade. Depois da digitalização, os exemplares não podem ser reconstruídos e geralmente são encaminhados para reciclagem. A técnica é usada por permitir digitalizar milhões de livros mais rapidamente e a menor custo. O objetivo principal seria alimentar grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, com novos dados para treinamento. Inicialmente, as IAs utilizaram conteúdos disponíveis na internet, como Wikipédia, blogs, fóruns e vídeos. Com a escassez de novos dados, empresas passaram a buscar jornais, bibliotecas e livros antigos. Livrarias de usados e antiquários tornaram-se fontes importantes de obras raras ou pouco comerciais. Entre os pedidos recebidos por Font havia livros sobre temas específicos, como a história dos embutidos catalães. A prática, porém, provoca preocupação entre especialistas em preservação do patrimônio cultural, situando o risco maior na destruição de exemplares raros, únicos ou de tiragens limitadas. Font considera que destruir um exemplar pode ser aceitável quando existem outros preservados e o conteúdo é transferido para outro formato. 

Sua principal preocupação é que obras sem ISBN, como fanzines, textos de contracultura e materiais políticos, sejam ignoradas. Esses documentos podem conter informações importantes para compreender movimentos sociais e culturais do passado. Especialistas também alertam que digitalizar um livro não significa necessariamente conservá-lo. Um arquivo digital pode ficar em bases privadas, inacessíveis a leitores, bibliotecas e pesquisadores e a digitalização pode eliminar características como encadernação, anotações, ilustrações, impressão e procedência. Esses elementos são considerados metadados fundamentais para interpretar corretamente uma obra. Como alternativa, Font e Vinaixa defendem que os próprios livreiros digitalizem e preservem seu patrimônio. Os dados poderiam então ser licenciados às empresas de inteligência artificial, mantendo os livros originais. A discussão também envolve o futuro da própria IA diante da possível escassez de dados produzidos por humanos. Uma alternativa seria utilizar dados sintéticos, criados pelas próprias inteligências artificiais. Especialistas alertam que treinar IAs com conteúdos gerados por outras IAs pode multiplicar erros. O resultado poderia ser uma espécie de “resumo do resumo”, cada vez mais distante das fontes originais. Na Livraria Fénix, as encomendas continuaram, com mudanças na logística e novos destinos na Europa. Após um mês sem pedidos, Font recebeu uma nova encomenda nesta semana. Para o livreiro, o episódio indica que o chamado “Projeto Panamá” continua em andamento. 

DESEMBARGADOR RENUNCIOU ÀS AÇÕES DA OPERAÇÃO LAVA JATO


O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da Operação Lava Jato sob sua relatoria no TRF-4. 
A decisão foi comunicada à Corte após punição aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Loraci foi acusado de ignorar determinação do ministro Dias Toffoli, do STF. A ordem determinava a paralisação de processos criminais ligados à Lava Jato. O desembargador alegou “incompatibilidade” para continuar atuando nos processos. Ele recebeu pena de disponibilidade por 60 dias, já considerada cumprida. Loraci permaneceu afastado por 72 dias durante o processo administrativo disciplinar. O magistrado negou ter descumprido a determinação de Toffoli. Segundo ele, a renúncia ao acervo segue a compreensão firmada pelo CNJ. Loraci citou o artigo 122 do Código de Processo Penal para justificar seu afastamento. A norma prevê o afastamento do juiz em situações de impedimento ou incompatibilidade. As ações sob sua responsabilidade tiveram origem na 13ª Vara Federal de Curitiba. A vara foi a principal base judicial da Operação Lava Jato.

Recursos e apelações chegaram ao TRF-4, sediado em Porto Alegre e com jurisdição no Paraná. Por sua atuação nos casos, o tribunal ficou conhecido como o “Tribunal da Lava Jato”.
A punição do CNJ também atingiu o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores. Ele igualmente foi acusado de ignorar uma determinação de Toffoli. A defesa negou descumprimento deliberado e afirmou que as decisões foram colegiadas. Por unanimidade, o CNJ aplicou aos dois desembargadores a pena de disponibilidade. O caso teve origem em decisões envolvendo o juiz Eduardo Appio, sucessor de Sérgio Moro. Em 2023, o TRF-4 declarou a suspeição de Appio e anulou atos praticados por ele. Toffoli tem determinado a suspensão ou anulação de atos relacionados à Lava Jato. O relator Rodrigo Badaró afirmou não haver prova de incompatibilidade permanente com a magistratura. Como Loraci e Thompson já haviam ficado afastados por 72 dias, a punição foi considerada cumprida. 

JUIZ INDÍGENA É AFASTADO


A Apib pediu ao CNJ que investigue o afastamento do juiz indígena Yves Luan Carvalho Guachala, do TJ de Santa Catarina. 
A entidade afirma que ele foi vítima de perseguição motivada por sua origem indígena e por decisões judiciais. Guachala ingressou na magistratura por cotas para indígenas e atuava em Catanduvas (SC). Desde janeiro, responde a processo disciplinar que pode resultar em sua demissão. A Corregedoria do TJSC afirma que o afastamento ocorreu por supostas irregularidades e denúncias de servidores. A Apib cita decisões sobre execuções fiscais de baixo valor e prisões em audiências de custódia. Alguns casos envolviam pequenas quantidades de drogas e suspeitas de violência policial. A entidade afirma que essas decisões provocaram incômodo e motivaram a investigação. Segundo a Apib, testemunhas também fizeram referências à origem indígena do magistrado.

Boatos chegaram a associá-lo ao tráfico e a facções criminosas, sem comprovação. Depoimentos ainda criticaram sua aparência e roupas usadas durante exercícios físicos. Guachala afirma que sofreu violência institucional e que sua carreira virou um "pesadelo". Ele relata ter sido retirado do fórum durante uma audiência e posteriormente deixou a cidade. O juiz levou o caso ao CNJ, mas o procedimento foi arquivado sem que ele fosse ouvido. Uma denúncia encaminhada ao STJ também não avançou, após o tribunal negar a investigação. Para a Apib, o caso revela possíveis práticas de racismo anti-indígena e ameaça à presença indígena no Judiciário. 

MIAMI POSSUI OS IMÓVEIS MAIS CAROS


Mark Zuckerberg comprou por US$ 170 milhões (R$ 872 milhões) uma mansão em construção em Indian Creek, Miami. 
Com quase 2,8 mil m², o imóvel é o mais caro já vendido na cidade. O recorde pode ser superado pela casa de John Devaney, em Key Biscayne, à venda por US$ 237 milhões. A residência ficou famosa por aparecer no filme “Scarface”, de 1983, como a mansão do traficante Frank López. Miami tornou-se um dos principais destinos dos milionários e bilionários do mundo. Jeff Bezos, Larry Page, Sergey Brin e Ivanka Trump estão entre os ricos que se mudaram para a região. Clima, segurança, praias e ausência de imposto estadual são apontados como atrativos. A pandemia acelerou esse movimento, especialmente com a política menos restritiva adotada pela Flórida. Empresários como Peter Thiel e Ken Griffin ajudaram a iniciar o fluxo de grandes fortunas para o Estado. A chegada desses bilionários criou um efeito de atração sobre outros investidores. O mercado de imóveis de luxo entrou em uma nova era, com vendas de propriedades acima de US$ 60 milhões. Em 2025, negócios desse segmento superaram US$ 517 milhões. Indian Creek, conhecida como “bunker dos multimilionários”, concentra algumas das mansões mais caras.

A ilha possui campo de golfe, segurança reforçada, grandes terrenos e acesso privilegiado à água. Outras áreas valorizadas incluem North Bay Road, Coconut Grove, Coral Gables e Key Biscayne. A concentração de riqueza entre os mais ricos também impulsionou a valorização imobiliária. O patrimônio do 0,1% mais rico aumentou quase 13 vezes nos últimos 50 anos. O custo de vida em Miami, Fort Lauderdale e Palm Beach já supera o de Nova York. Desde 2019, os preços ao consumidor no sul da Flórida subiram 36%, enquanto os imóveis aumentaram 79% desde a pandemia. Com os preços em níveis recordes, analistas já questionam se o mercado imobiliário de Miami está formando uma bolha. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 10/08/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Congresso deve ter baixa renovação na próxima legislatura

Com recorde de deputados e senadores dispostos a disputar novo mandato, o Congresso deve ter poucas caras novas a partir do ano que vem. Especialistas apontam o controle das emendas e do orçamento como fatores que tornam a reeleição atrativa

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Tarcísio x Haddad: veja como foi o primeiro debate ao governo de SP em cinco pontos

No primeiro confronto das eleições, na Band, candidatos indicaram que devem focar discursos em segurança pública e temas da política nacional

FOLHA DE SÃO PAULO -SÃO PAULO/SP

Consumo fraco, crédito caro e endividamento pressionam varejistas

Vendas do segundo trimestre reforçam impacto maior do que o esperado Ações de Magazine Luiza e Renner recuam após resultados considerados fracos por analistas

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

EUA correm o risco de ficar sem estoques de munição por causa de guerra contra o Irã, revela memorando do Pentágono

A falta de armas tem sido uma fonte de tensão entre o presidente Trump e o Departamento de Defesa (rebatizado para de Guerra)

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

IA na Medicina amplia debate sobre ética e responsabilidade profissional

Médicos e advogados debaterão o tema em evento promovido pelo Correio do Povo

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT

Tribunal Constitucional volta a analisar lei da imigração em agosto, agora com novos juízes

O Presidente pediu avaliação sobre 11 normas da chamada lei do retorno, mas pacote inclui outras mudanças.

domingo, 9 de agosto de 2026

RADAR JUDICIAL


EX-JOGADOR É PRESO POR VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O ex-jogador Jadson foi preso ontem, 8, em Cambé (PR), por suspeita de violência doméstica contra a companheira. Segundo a Polícia Civil, ele foi detido em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar. A ocorrência foi registrada em uma residência no bairro Jardim Tarobá. A vítima relatou ter sido agredida durante uma discussão. Segundo o ge, Jadson teria agarrado a mulher pelo pescoço e tentado sufocá-la. Policiais constataram marcas no corpo da vítima, de acordo com a polícia. Ela também afirmou que já havia sofrido outras agressões, mas nunca registrara boletim. Jadson foi levado à Central de Flagrantes e autuado em flagrante. O ex-atleta passou pela audiência de custódia neste domingo (9) e foi liberado. Natural de Londrina, Jadson iniciou a carreira profissional no Athletico-PR e atuou no Shakhtar Donetsk. Também jogou por São Paulo, Corinthians, Avaí e Vitória, além de defender a seleção brasileira oito vezes.


"IA" CRIA "CLASSE INFERIOR PERMANENTE"

Na região da baía de San Francisco, cresce o temor de que a IA crie uma “classe inferior permanente”. Dario Amodei, CEO da Anthropic, estima que metade dos empregos iniciais administrativos e profissionais será afetada em cinco anos. A hipótese é que uma pequena elite controlará plataformas de IA, data centers e energia. Com IA agêntica e robôs avançados, muitos empregos poderiam desaparecer. Economistas, porém, alertam que ainda há poucas evidências sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho. Estudos indicam que a automação pode elevar salários em algumas funções e reduzi-los em outras. Trabalhadores altamente especializados tendem a obter maiores ganhos com ferramentas de IA. Já profissionais menos qualificados podem perder funções, salários e oportunidades de desenvolvimento. Assim, os ganhos de produtividade podem se concentrar entre donos de capital e trabalhadores especializados. A perda de qualificações também poderia aumentar a oferta de mão de obra pouco especializada e pressionar salários para baixo. Embora novos empregos surjam, ainda é incerto quantos serão criados e quanto pagarão. O desafio será distribuir os ganhos da IA e ampliar a proteção social para evitar maior desigualdade.


AUMENTO DA GASOLINA E CARROS HÍBRIDOS

Toyota, Hyundai e Honda lideram o forte crescimento das vendas de carros híbridos nos Estados Unidos. A alta ocorre em meio ao aumento dos preços da gasolina, influenciado pelo conflito com o Irã. As vendas de híbridos cresceram quase 20% em julho, enquanto o mercado automotivo caiu 1,5%. A Hyundai vendeu 43,7 mil híbridos no mês, alta de 62% sobre julho do ano passado. Na Toyota, as vendas cresceram 22%, enquanto a Honda registrou avanço de 15%. As três montadoras asiáticas dominam 86% do mercado americano de híbridos. O modelo convencional atrai consumidores por economizar combustível sem exigir mudanças nos hábitos. O preço médio da gasolina chegou a US$ 4,06 por galão, alta de um terço em um ano. Enquanto isso, as vendas de veículos elétricos enfrentam forte retração nos Estados Unidos. As vendas de elétricos da Ford caíram 75% em julho, e as da GM recuaram 33% no segundo trimestre. GM e Ford agora estudam ampliar a oferta de híbridos e veículos elétricos de autonomia estendida. Analistas dizem que o mercado segue resiliente, mas impulsionado principalmente por consumidores de maior renda.

MORAES INDEFERE VISITA DE FILHOS A BOLSONARO

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou ontem, 8, o pedido para que Jair Bolsonaro recebesse três filhos no Dia dos Pais. A defesa havia solicitado, em caráter excepcional, a visita de Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, não estava incluído no pedido. Os advogados alegaram que a visita teria caráter exclusivamente familiar e humanitário. Segundo a defesa, o encontro ajudaria a preservar os vínculos entre Bolsonaro e os filhos. Moraes, porém, manteve a suspensão de visitas não essenciais por 30 dias. A medida foi determinada após o descumprimento de cautelares impostas pelo STF. O episódio ocorreu após Flávio Bolsonaro divulgar nas redes sociais uma carta manuscrita do pai. Para Moraes, a publicação violou a proibição de uso de redes sociais por Bolsonaro. O ministro também considerou que houve desvio de finalidade do direito de visita. Atualmente, estão autorizados apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados. Com isso, Bolsonaro não poderá receber os três filhos neste domingo (9), Dia dos Pais. 

FILHOS MATAM PAI EM BELO HORIZONTE

Um homem de 43 anos foi morto pelos próprios filhos, de 18 e 21 anos, em Belo Horizonte.
O caso ocorreu na madrugada de ontem, 8, no Bairro Capitão Eduardo. Segundo a PM, o homem chegou em casa alterado e ameaçou a companheira de morte. Ele teria agredido a mulher, provocando uma reação dos filhos. O jovem de 18 anos entrou em luta corporal com o pai e tentou atingi-lo com uma enxada. O pai teria tomado a ferramenta e passado a atacar o filho. O irmão de 21 anos chegou e aplicou um golpe de “mata-leão” no pai. Após algum tempo, o homem parou de se mexer. Os irmãos amarraram as mãos dele com uma corda e levaram o corpo para um matagal. A vítima apresentava marcas no pescoço e sinais de luta corporal. O Samu constatou a morte, e o corpo foi encaminhado ao IML. Os irmãos foram conduzidos à polícia, e o caso será investigado pela Polícia Civil.

Guarajuba/Camaçari, 9 de agosto de 2026

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.




PARTIDOS PAGARAM À UNIÃO R$ 341 MILHÕES POR MULTAS E IRREGULARIDADES


Partidos políticos pagaram R$ 341 milhões à União nos últimos cinco anos por multas e irregularidades eleitorais. 
O valor representa cerca de 5% dos R$ 6,6 bilhões recebidos pelo fundo partidário no período. Além disso, o fundo eleitoral distribuirá R$ 4,96 bilhões às legendas neste ano. As punições envolvem despesas não comprovadas, contratações indevidas e propaganda antecipada. As multas são descontadas dos repasses do próprio fundo partidário e enviadas ao Tesouro Nacional. Em 2023, os partidos pagaram R$ 117 milhões, maior valor registrado nos últimos anos. Os pagamentos diminuíram após uma anistia aprovada pelo Congresso em agosto de 2024. Em julho, 90 processos atingiram 18 dos 19 partidos com acesso ao fundo. O PP liderou os pagamentos neste ano, com R$ 8,9 milhões desembolsados até julho. O principal débito da sigla envolveu a omissão de despesas nas eleições de 2016. O PL recolheu R$ 4,6 milhões por irregularidades em contas de 2011 e gastos no Piauí em 2020. O PT devolveu R$ 2,5 milhões por pendências em despesas de 2009 relacionadas ao mensalão.
Em Cachoeira do Sul (RS), contas do PP foram rejeitadas após saques e recibos considerados inidôneos. A Justiça apontou indícios de ilícitos penais e encaminhou o caso ao Ministério Público Eleitoral. O Podemos também enfrentou irregularidades após uma comissão municipal receber R$ 536,8 mil em 2019. Os recursos foram repassados a terceiros sem prestação de contas, segundo a sentença judicial. Especialistas apontam dificuldades de fiscalização diante do grande volume de recursos movimentados. O TSE informou ter 30 servidores para analisar as contas e 144 processos em aberto. Projeto aprovado pela Câmara prevê mudanças e aprovação automática das contas se não houver análise em um ano. A Transparência Internacional criticou a proposta e alertou para o risco de enfraquecimento da fiscalização. 

VISUALIZAÇÕES NO YOUTUBE DE TRUMPISTAS CAI


Benny Johnson, podcaster de direita, viu suas visualizações no YouTube caírem após o pico da campanha de Trump em 2024. 
O alcance no X também diminuiu, enquanto sua defesa de Trump passou a desagradar parte dos republicanos. Outros influenciadores conservadores, como Dan Bongino e Megyn Kelly, enfrentam dificuldades semelhantes. Dados analisados pelo New York Times apontam queda na audiência de vários aliados de Trump. Alguns influenciadores que passaram a criticar o presidente, porém, registraram crescimento. A mudança pode dificultar a mobilização republicana para as eleições de meio de mandato. Especialistas atribuem a queda à menor capacidade de provocar indignação política e às mudanças nos algoritmos. Uma nova geração de criadores também disputa o público ao misturar política com outros assuntos. Após a morte de Charlie Kirk, uma ruptura entre influenciadores de direita fragmentou parte das audiências. A divisão entre pró-Trump e críticos do presidente aumentou depois do início da guerra com o Irã.

Ben Shapiro perdeu cerca de 60 mil inscritos no YouTube entre abril e junho. Suas visualizações semanais caíram de 27 milhões, em 2024, para cerca de 4 milhões neste ano. Dan Bongino também viu sua audiência ficar em aproximadamente metade do pico registrado em 2024. Já Nicholas Fuentes chegou a alcançar 8 milhões de visualizações semanais, contra 1 milhão em 2024. Alguns criadores afirmam compensar as perdas no YouTube e X com ganhos no TikTok, Instagram e Rumble. O cenário revela maior fragmentação da mídia política de direita e mudanças no comportamento do público conservador. 

ITAPEMIRIM SAI DE LÍDER PARA SUCATEAMENTO DE FROTA


A Itapemirim, antiga líder do transporte rodoviário, entrou em crise após disputas familiares, dívidas e sucateamento da frota. 
Criada em 1953, chegou a ter mais de 2 mil ônibus e faturamento anual de R$ 3 bilhões. Em 2016, Sidnei Piva comprou o grupo por R$ 1, quando as dívidas já superavam R$ 2 bilhões. A recuperação judicial foi marcada por conflitos e denúncias de irregularidades na gestão. A criação da companhia aérea ITA, em 2021, recebeu cerca de R$ 35 milhões e é apontada como fator decisivo para o colapso. Seis meses depois, a ITA encerrou as operações e deixou 5.672 passageiros sem voos antes do Natal. A Justiça apontou desorganização administrativa e uso de recursos fora do plano de recuperação judicial. Piva responde a ação criminal por estelionato e crimes contra as relações de consumo.
A defesa afirma que os problemas financeiros eram anteriores à chegada do empresário. Documentos apontam ainda pagamentos milionários, esvaziamento patrimonial e abandono da frota.

Em 2022, a Justiça decretou a falência, após a EXM Partners apontar um cenário de “terra arrasada”. Credores, porém, questionam a atuação da administradora e a decisão de encerrar a recuperação judicial. Também há disputa sobre a transferência das linhas da Itapemirim para a Suzantur. A operação é contestada por empresas do setor e envolve a ANTT e o STJ. A família Cola venceu uma arbitragem contra Piva após seis anos de disputa. Os antigos proprietários pretendem cobrar cerca de R$ 400 milhões do empresário. 

INFANTINO É ACUSADO DE NEGÓCIOS COMERCIAIS INCOMPATÍVEIS COM O CARGO


Gianni Infantino, presidente da Fifa, desembarcou em Cali, na Colômbia, para participar da posse do novo presidente Abelardo de la Espriella. Ele 
estava acompanhado de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. A viagem reforça a atuação internacional de Infantino e sua proximidade com autoridades políticas e esportivas. Infantino enfrenta uma das maiores crises de sua gestão após o fracasso do plano de vender 21% dos negócios comerciais e de ingressos da Fifa. A Uefa chegou a ameaçar boicotar competições da Fifa como forma de protesto. Apesar das controvérsias, Infantino mantém forte influência internacional e uma intensa agenda de viagens pelos 211 países-membros da entidade. Seu estilo de deslocamento, com jatos executivos e grandes esquemas de segurança, muitas vezes se aproxima do protocolo de chefes de Estado. Seu salário anual, incluindo bônus, chega a cerca de R$ 27 milhões, três vezes o valor recebido quando foi eleito, em 2016. Infantino também é criticado por raramente conceder entrevistas coletivas e responder a questionamentos independentes da imprensa. Seus críticos questionam ainda a expansão dos torneios, os preços dos ingressos e as práticas comerciais da Fifa.

A Copa do Mundo poderá chegar a 64 seleções em 2030, enquanto a Arábia Saudita sediará o Mundial de 2034. A expansão do Mundial de Clubes e as novas estratégias comerciais ampliaram o poder e as receitas da entidade. A venda de ingressos com preços elevados e o mercado secundário também provocaram reclamações de torcedores e autoridades. Apesar das críticas, Infantino tinha o apoio declarado de 111 associações-membro antes da Copa de 2026.
Esse respaldo indicava força suficiente para garantir sua reeleição. O fracasso do projeto de investimento privado, porém, tornou o cenário político dentro da Fifa mais incerto. A Uefa tenta aproveitar a crise para aumentar a pressão sobre Infantino, mas sua extensa rede de alianças pode dificultar qualquer tentativa de afastá-lo. 

DEPUTADOS E SENADORES EM PISCINA COM INVESTIGADOS POR FRAUDES NO INSS


A Polícia Federal encontrou uma foto de deputados e senadores em uma piscina com investigados por fraudes no INSS. 
Na imagem aparecem Arthur Lira (PP), Elmar Nascimento (União), Paulo Azi (União), Alexandre Ramagem (PL) e Ângelo Coronel (Republicanos). Também estão o advogado Willer Tomaz, o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT). O encontro teria ocorrido no “Rancho Tomaz”, propriedade de luxo de Willer em Planaltina (DF). A foto foi revelada pela revista Piauí e confirmada pelo Correio Braziliense. O arquivo estava no celular de Weverton Rocha, apreendido pela PF nesta semana. A imagem foi localizada em uma pasta de conversas chamada “Grupo Seleto”. Segundo as suspeitas, Willer Tomaz teria lavado dinheiro para Weverton Rocha. Os recursos seriam provenientes de desvios de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A defesa de Willer afirmou que ele não foi alvo da fase recente da Operação Sem Desconto.

Os advogados também negaram que o empresário seja investigado pela Polícia Federal. Na decisão que autorizou buscas, porém, o ministro André Mendonça descreveu Tomaz como parte da estrutura de apoio da organização. Segundo a decisão, ele reuniria empresas, imóveis, aeronaves, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos. O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, havia se manifestado contra as buscas.
Para o MPF, não havia elementos suficientes para justificar medidas de maior impacto. Apesar do parecer, Mendonça atendeu ao pedido da PF e autorizou as buscas e apreensões.