Mais de 50 entidades da sociedade civil anunciaram apoio a um manifesto que pede ao STF a adoção de um código de conduta para seus ministros. O documento, lançado em dezembro, já reúne mais de 200 assinaturas e é acompanhado de uma petição online com mais de 45 mil apoios. O texto expressa preocupação com a falta de normas claras de comportamento e integridade para magistrados das cortes superiores e defende diretrizes baseadas em boas práticas de independência judicial. Entre as organizações signatárias estão Transparência Brasil, Open Knowledge Brasil, Fundação Tide Setúbal, Instituto Sou da Paz e Renova BR. O manifesto também conta com o apoio de empresários, economistas e acadêmicos, como Arminio Fraga, João Amoêdo, Antonio Luiz Seabra, Pablo Ortellado e Hélio Zylberstajn, além de nomes como Cristovam Buarque, Carlos Nobre e Oded Grajew.
A mobilização ocorre enquanto o presidente do STF, Edson Fachin, avalia a criação de um código de conduta, mas considera adiar a votação para depois das eleições, buscando consenso entre os ministros. Em meio a uma crise de imagem da corte, Fachin convocou reunião para 12 de fevereiro, quando o tema deve ser discutido. A proposta enfrenta resistência interna, mas ganhou força após episódios recentes envolvendo ministros, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, relacionados a conflitos de interesse no caso do Banco Master.



PRESIDENTE LUCENA: OFERTA DE EMPREGOS
TRUMP DEPORTA ATÉ BEBÊS 
Israel realizou ontem, 31, um dos ataques aéreos mais intensos das últimas semanas contra a Faixa de Gaza. A ofensiva atingiu uma delegacia controlada pelo Hamas e áreas onde palestinos deslocados estavam abrigados em tendas e apartamentos. Segundo autoridades de saúde de Gaza, ao menos 32 pessoas morreram, entre elas três crianças. As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica, alegando violações do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro. O Hamas acusou Israel de romper a trégua, mas não informou se combatentes foram atingidos. Na sexta-feira (30), Israel reconheceu pela primeira vez que seus bombardeios mataram ao menos 25 mil civis desde o início da guerra, em outubro de 2023. Apesar de um cessar-fogo acordado no ano passado, o conflito segue com episódios de violência.