Os leitores defendem maior rigor do MEC na avaliação dos cursos de medicina, destacando que a formação médica deve priorizar a preservação da vida e não interesses comerciais. Propõem avaliações periódicas dos alunos, provas rigorosas para liberação do CRM e fiscalização in loco das instituições, com fechamento das faculdades que apresentem desempenho insatisfatório. Há consenso sobre a necessidade de padronizar infraestrutura, currículo e qualificação do corpo docente, além de maior integração com hospitais, unidades do SUS e centros de pesquisa. A residência supervisionada no SUS e a prática médica desde o início do curso são apontadas como essenciais. Também se defende a inclusão de disciplinas como ética, epistemologia e atendimento humanizado, bem como avaliações externas no meio e no final do curso. Alguns sugerem um ciclo básico comum às áreas da saúde antes do ingresso definitivo em medicina.
Os participantes criticam a mercantilização do ensino médico, pedem a ampliação de universidades públicas e o fechamento de faculdades privadas mal avaliadas. Melhor seleção de alunos, turmas menores nos estágios e maior cobrança acadêmica ao longo do curso também são destacadas. Em síntese, formar médicos exige investimento, seriedade, responsabilidade social e um sistema rigoroso de avaliação contínua.
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