A revista The Economist publicou ontem, 14, reportagem afirmando que a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro pediu recursos a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro pode ameaçar sua candidatura ao Planalto. Segundo o site The Intercept Brasil, o pedido teria sido de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos por Vorcaro. A produtora Go Up Entertainment e o deputado Mario Frias afirmam não ter recebido os valores. Vorcaro está preso e sua defesa não comentou o caso. A produtora alegou cláusulas de confidencialidade para não revelar a origem dos recursos do filme “Dark Horse”. A Economist afirmou que partidos da direita passaram a discutir alternativas para a eleição presidencial e que Flávio caiu para o segundo lugar em casas de apostas. Segundo a revista, o mercado reagiu negativamente, com queda do real e da bolsa diante do fortalecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação destacou ainda que a ligação com Vorcaro abalou a imagem pública de Flávio e levantou receios de que outros adversários do PT também sejam associados ao banqueiro durante as investigações.
Após a revelação, Flávio negou em entrevista à GloboNews ter solicitado R$ 134 milhões. Mario Frias classificou as acusações como tentativa de sabotagem política contra o senador. A Economist também citou o recente encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo a revista, a aproximação entre os dois incomodou a família Bolsonaro, que costuma destacar sua relação com Trump. Nas redes sociais, porém, o impacto do caso foi negativo para Flávio. Levantamento da AP Exata Inteligência mostrou aumento das menções negativas ao senador e queda nos índices de confiança digital. Até a noite de quinta-feira, 64,3% das menções monitoradas tinham tom negativo, o pior índice desde o início de sua pré-campanha presidencial.
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