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domingo, 1 de fevereiro de 2026

RADAR JUDICIAL

A carioca que saiu da favela e entrou na Universidade de Haia (Holanda)  como professoraDE MENOR-APRENDIZ A PROFESSORA EM HAIA

O estudo foi a bússola que mudou a vida de Katharine de Oliveira Machado, criada em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Desde pequena, gostava de ler, apesar de ter trabalhado cedo para ajudar a família. Sem tempo para estudar, sonhava com um futuro diferente da realidade ao redor. A virada começou na adolescência, como menor aprendiz em um supermercado na Zona Sul. Um cliente percebeu seu potencial e passou a incentivá-la a estudar. Assim, Katharine descobriu a diplomacia e começou a aprender inglês sozinha. Aos 19 anos, tornou-se au pair nos Estados Unidos, onde aprimorou o idioma. De volta ao Brasil, cursou relações internacionais e trabalhou para se manter. Em 2012, mudou-se para a Holanda para estudar e trabalhar em subempregos. Concluiu mestrado e tornou-se professora universitária em Haia. Hoje, é especialista em políticas públicas da União Europeia. Sua história inspira jovens a acreditarem que estudar pode mudar a vida.

Presidente Lucena está entre as seis cidades com a melhor qualidade de vida  do Brasil - YouTubePRESIDENTE LUCENA: OFERTA DE EMPREGOS

Jéssica Monteiro, 27, deixou Belém em 2022 e cruzou 3.800 km até Presidente Lucena (RS), atraída pela oferta de empregos. A cidade gaúcha tinha, em 2022, 1.560 pessoas ocupadas, segundo o IBGE. Desse total, 97,8% trabalhavam como empregados no setor privado, maior proporção do país. Na média nacional, esse percentual era de 51,7%. O prefeito Luiz José Spaniol afirma que há mais vagas do que mão de obra disponível. A economia local reúne agropecuária, indústrias de alimentos e vestuário e comércio. Jéssica conseguiu emprego rapidamente em uma indústria de alimentos e hoje atua como auxiliar de compras. Presidente Lucena tinha 3.077 habitantes em 2022, número que pode chegar a 4.000 atualmente. A cidade enfrenta escassez de trabalhadores, apesar do crescimento econômico. O município ficou em 6º lugar no IPS 2025, indicador de qualidade de vida. A maioria dos domicílios é formada por casas, refletindo o perfil interiorano. Segundo moradores, a praticidade e a tranquilidade são vantagens da vida local. 

Imigração nos EUA: a política de tolerância zero e o drama das crianças na  fronteira - UOL EducaçãoTRUMP DEPORTA ATÉ BEBÊS 

Ao menos 157 menores brasileiros foram apreendidos por agentes de imigração nos EUA entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados do governo americano. Desse total, 142 foram levados a centros de detenção do ICE. Os dados foram obtidos pela Folha via lei de acesso à informação e compilados pela Universidade da Califórnia. Há bebês nascidos em 2024 e adolescentes de 16 e 17 anos entre os detidos. Ao menos 114 menores deixaram os Estados Unidos, em sua maioria por deportação. Em cerca de 40 casos, as detenções indicam grupos familiares. Centros no Texas, como Dilley e Karnes, concentraram parte das apreensões. O caso mais longo envolveu um bebê que ficou 44 dias detido antes de ser deportado. Parte das apreensões ocorreu na fronteira com o México, sob responsabilidade do CBP. Meninos são maioria entre os detidos, e Boston concentra casos fora da fronteira. O tempo de detenção variou de horas a cerca de um mês. O Itamaraty afirma que só atua quando é acionado, pois os EUA não compartilham esses dados.

TRUMP PRESSIONA CUBA

A declaração de Donald Trump de que “Cuba vai falir muito rápido” recoloca a ilha no centro da política de Washington e sugere a aplicação da mesma pressão usada contra a Venezuela. A questão é se essa estratégia funciona no contexto cubano. Cuba vive uma crise econômica profunda, com apagões, escassez de alimentos, queda da produção e migração em massa. A dependência energética é central, agravada pela redução do petróleo venezuelano. Sem combustível, colapsam transporte, eletricidade e setores produtivos. Nos EUA, o tema ganha força pela pressão do eleitorado cubano-republicano da Flórida. Há a percepção de que Cuba está mais frágil do que nunca. Essa fragilidade resulta do fim do apoio soviético, do colapso venezuelano e da queda do turismo pós-pandemia. Mas crises severas já ocorreram antes, como no “período especial” dos anos 1990. Diferente da Venezuela, Cuba não tem uma figura política intermediária como Delcy Rodríguez. O sistema cubano é mais fechado e institucionalizado. Resta em aberto se a pressão externa levará, desta vez, a um colapso político.

EPSTEIN E BANNON ELOGIAM BOLSONARO

Uma troca de e-mails atribuída a Jeffrey Epstein e Steve Bannon traz elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As mensagens foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA e fazem parte dos arquivos do caso Epstein. Em outubro de 2018, Epstein afirmou que “Bolsonaro mudou o jogo” e elogiou sua postura política. Na época, Bolsonaro disputava o segundo turno contra Fernando Haddad, após liderar o primeiro. Bannon respondeu dizendo ter proximidade com o grupo de Bolsonaro e cogitou atuar como conselheiro. Epstein reagiu com cautela, chamando a situação de “reino no inferno”. Bannon declarou apoio público a Bolsonaro e o comparou a Donald Trump. Ele negou participação formal na campanha, apesar de dizer ter dado conselhos à família. As conversas também citam Lula e o filósofo Noam Chomsky. Epstein afirmou que Chomsky teria ligado da prisão ao lado de Lula, o que foi negado. Há menções a uma possível viagem de Bannon ao Brasil para apoiar Bolsonaro. As mensagens revelam bastidores políticos e tentativas de articulação internacional.

Salvador, 1º de fevereiro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados. 

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