A divulgação de novos arquivos de Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA, na sexta-feira (30), lança nova luz sobre suas relações com figuras poderosas, como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e Howard Lutnick. O maior lote já divulgado reúne mais de três milhões de páginas, além de milhares de vídeos e imagens. Os documentos incluem denúncias não corroboradas e indicam o grau de conhecimento das autoridades sobre abusos cometidos por Epstein contra menores. Cerca de 4,5 mil documentos citam o presidente Donald Trump. Um deles é um resumo do FBI baseado em mais de uma dúzia de denúncias envolvendo Trump e Epstein. Não está claro por que o resumo foi elaborado. As denúncias não trazem provas corroborativas. Trump nega qualquer irregularidade ligada a Epstein. A Casa Branca afirmou que os arquivos podem conter material falso ou fraudulento. Há uma denúncia anônima acusando Trump de abuso sexual ocorrido décadas atrás. Segundo o Departamento de Justiça, não há elementos para acusações formais contra o presidente. Outros relatos foram classificados como “não críveis”.E-mails de 2016 mostram Epstein mencionando acusações envolvendo Trump a uma advogada ligada ao governo Obama. O caso não avançou judicialmente. Trump não comentou as divulgações. Os arquivos também citam Bill Gates. Epstein escreveu notas sugerindo relações extraconjugais do cofundador da Microsoft. A Fundação Gates negou as acusações e as chamou de falsas. Gates já afirmou que sua relação com Epstein foi “um grande erro”. O vínculo entre os dois contribuiu para seu divórcio. Há ainda e-mails de 2013 entre Epstein e o bilionário britânico Richard Branson. As mensagens sugerem uma relação próxima. O Virgin Group afirmou que Branson condena as ações de Epstein e apoia as vítimas.
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