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quinta-feira, 12 de março de 2026

TRUMP FORÇOU PRÁTICA DE SEXO ORAL, DIZ MULHER

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta  sexta-feira trouxeram à tona novos detalhes do caso Jeffrey Epstein. Os  milhões de páginas liberadas, que incluem e-mails, registros do FBI eO Departamento de Justiça dos EUA divulgou nesta quinta-feira (5) registros do FBI com resumos de entrevistas feitas, em 2019, a uma mulher não identificada que apresentou acusações envolvendo o presidente Donald Trump. Os depoimentos foram coletados no âmbito da investigação sobre o financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual. Antes, o governo havia divulgado apenas um resumo de uma das quatro entrevistas realizadas com a mulher. Nos documentos agora publicados, ela afirma que Epstein a apresentou a Trump em Nova York ou Nova Jersey nos anos 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos. Segundo o relato, Trump teria tentado forçá-la a praticar sexo oral durante o encontro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou as alegações como “acusações completamente infundadas” e sem evidências confiáveis. O Departamento de Justiça também alertou que alguns documentos contêm “alegações falsas e sensacionalistas” contra Trump. A agência Reuters afirmou que não conseguiu verificar de forma independente a veracidade das acusações. Registros do FBI indicam ainda que os agentes deixaram de entrevistar a mulher após 2019. O Departamento de Justiça disse que os arquivos estavam entre 15 documentos que haviam sido classificados por engano como duplicados e, por isso, não tinham sido divulgados antes. A revelação ocorre em meio ao aumento da pressão no Congresso sobre a condução dos registros da investigação Epstein. 

Parlamentares democratas acusam o governo Trump de ocultar documentos relacionados ao caso. Um comitê da Câmara dos Representantes aprovou a convocação da procuradora-geral Pam Bondi para explicar como o governo está lidando com a divulgação dos arquivos. Trump afirma que rompeu relações com Epstein em meados dos anos 2000 e diz nunca ter tido conhecimento dos abusos cometidos pelo financista. Documentos já divulgados indicam que Trump voou algumas vezes no avião de Epstein nos anos 1990, algo que ele nega. Após as primeiras acusações contra Epstein, Trump teria telefonado ao chefe de polícia de Palm Beach dizendo que “todo mundo sabia” das práticas do financista, segundo registros do FBI. No relatório de outubro de 2019, os agentes perguntaram se a mulher estaria disposta a fornecer mais informações sobre Trump. Ela respondeu questionando qual seria o sentido de fazê-lo naquele momento, considerando a possibilidade de que nada pudesse ser feito. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 12/3/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Guerra chega ao Estreito de Ormuz; Irã ameaça economia mundial

Irã ataca vários navios no canal de escoamento de um quinto do petróleo mundial e espalha minas pela região. Teerã ameaça bombardear bancos ligados aos EUA e a Israel. Funeral de autoridades iranianas reúne milhares

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Análise: Governo Trump subestimou reação do Irã à guerra e agora corre para conter disparada do petróleo

Na preparação para o ataque EUA-Israel, o presidente minimizou os riscos para os mercados de energia, classificando-os como uma preocupação de curto prazo que não deveria ofuscar a missão de decapitar o regime iraniano

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Datafolha: Desconfiança sobre o STF e o Judiciário atinge recorde

Índice de brasileiros que não confiam no Supremo chega a 43%, maior taxa desde o início da série Deterioração de imagem da Justiça ocorre em meio a desgastes com caso Master e penduricalhos

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

PF prende operador do núcleo financeiro do ‘Careca do INSS’

A Polícia Federal prendeu nesta quarta, 11, Alexandre Moreira da Silva

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Irã ataca instalações de petróleo no Golfo e provoca aumento dos preços

Barril de Brent do Mar do Norte voltou a superar a cotação de 100 dólares nesta quinta-feira

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Governo altera lei para acelerar despejos e colocar mais casas no mercado

Conjunto de alterações à lei do arrendamento vai ser aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Entre as medidas previstas estão a flexibilização dos despejos em situações de incumprimento reiterado. Diploma contempla também medidas de apoio aos inquilinos em situações de vulnerabilidade. Objetivo do Executivo é aumentar oferta.

quarta-feira, 11 de março de 2026

RADAR JUDICIAL

Policiais presos por MP usavam informantes para armar flagrantes e cobrar  propina de bandidosPOLICIAIS MILITARES PRESOS

Pelo terceiro dia consecutivo, a Polícia Federal cumpre mandados de prisão determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre suspeita de ligação de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (11), são executados sete mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões contra policiais militares suspeitos de cooptação por facções criminosas e milícias. As ações ocorrem nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu e Nilópolis. Nas fases anteriores da operação, realizadas na segunda (9) e terça-feira (10), foram presos um delegado da Polícia Federal, um ex-secretário de Estado e policiais civis. Entre eles está o delegado federal Fabrizio Romano, investigado em apuração envolvendo o ex-deputado TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho. A defesa nega irregularidades. Também foram presos o delegado da Polícia Civil Marcus Henrique de Oliveira Alves e os policiais Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. Moraes determinou o afastamento dos investigados das funções públicas e a quebra de sigilo de dados de equipamentos eletrônicos apreendidos. Segundo a PF, os policiais usavam a posição na corporação para favorecer o crime organizado. A investigação aponta atuação para facilitar logística do tráfico e de milícias, proteger criminosos e ocultar ganhos ilícitos. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

IRÃ ESTÁ FORA DA COPA DO MUNDO? FELIPE KIELING TRAZ TODAS AS INFORMAÇÕESIRÃ FORA DA COPA

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou hoje, 11, que a seleção iraniana não participará da Copa do Mundo da FIFA “sob nenhuma circunstância”. A declaração foi feita à TV estatal e divulgada pela agência Reuters. Segundo o ministro, a decisão está ligada às tensões com os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, ao lado de México e Canadá. Donyamali acusou os EUA de assassinar o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque conjunto com Israel no dia 28 de fevereiro, fato que desencadeou uma guerra que já dura 11 dias. De acordo com ele, não há condições de segurança para a delegação iraniana viajar. “Nossas crianças não estão seguras”, afirmou. A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã estava no Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e jogaria todas as partidas nos Estados Unidos. O país também foi o único ausente em uma reunião de planejamento da FIFA realizada em Atlanta na semana passada. Apesar disso, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que a seleção iraniana seria bem-vinda no torneio. Infantino destacou que a Copa do Mundo deve servir para unir as pessoas mesmo em momentos de crise. O Irã havia garantido vaga após liderar seu grupo nas eliminatórias asiáticas.

DINHEIRO ESQUECIDO EM BANCO | O Banco Central informou que existem R$ 10,27  bilhões de dinheiro esquecido por brasileiros em instituições financeiras.  O número significa 49 milhões de pessoas e 5 milhõesR$ 10 BILHÕES ESQUECIDO

Ainda há R$ 10,5 bilhões em dinheiro esquecido no sistema financeiro brasileiro, segundo dados do Banco Central divulgados ontem, 10, pelo Sistema de Valores a Receber (SVR)Do total, R$ 8,1 bilhões pertencem a 49,5 milhões de pessoas físicas e R$ 2,4 bilhões a cerca de 5 milhões de empresas. Apenas em janeiro, R$ 403,3 milhões foram resgatados. A consulta é gratuita e deve ser feita no site oficial do SVR, informando CPF ou CNPJ. Caso haja valores, o acesso exige conta Gov.br nível prata ou ouroA maioria dos beneficiários tem pequenas quantias: cerca de 40,7 milhões possuem até R$ 10, e 14,5 milhões entre R$ 10 e R$ 100. Desde o início do programa, R$ 13,8 bilhões já foram devolvidosA maior parte do dinheiro está em bancos (R$ 6,3 bilhões), seguida por consórcios (R$ 2,6 bilhões), cooperativas de crédito, instituições de pagamento, financeiras e corretorasQuem usa chave Pix com CPF pode ativar resgate automático, com depósito direto na conta. Já empresas e contas conjuntas ainda precisam solicitar manualmente.

"DISCURSO DE ÓDIO RACISTA" DE TRUMP

O “discurso de ódio racista” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros líderes políticos tem alimentado graves violações de direitos humanos, afirmou um órgão da ONU nesta quarta-feira (11). O Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial (Cerd) demonstrou preocupação com o aumento desse tipo de discurso no país, marcado por linguagem depreciativa e estereótipos contra imigrantes, refugiados e solicitantes de asilo. Segundo o comitê, esses grupos têm sido retratados por autoridades, especialmente pelo presidente, como criminosos ou um fardo para a sociedade. A prática, alerta o relatório, incentiva a intolerância e pode estimular discriminação racial e crimes de ódio. O Cerd também criticou o uso sistemático de perfis raciais por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) na repressão a migrantes. Pessoas de origem hispânica, africana ou asiática estariam sendo alvo de abordagens e detenções arbitrárias. Desde janeiro de 2025, quando Trump voltou ao poder, ao menos 675 mil pessoas foram deportadas. O relatório ainda menciona operações de batidas e detenções em massa em Minnesota realizadas por agentes federais. A ação gerou indignação após a morte de dois cidadãos americanos e a detenção de uma criança de cinco anos. A ONU pede investigações independentes sobre as violações e critica o aumento de detidos em centros de imigração. O número de presos nesses locais subiu de cerca de 40 mil no fim de 2024 para 73 mil no início de 2026.

BOLÍVIA QUER MAIS INTEGRAÇÃO COM BRASIL

Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel mataram o líder aiatolá Ali Khamenei, além de ferir o atual líder, Mojtaba Khamenei. Na sexta-feira, 6, Israel deflagrou novos ataques contra Teerã além de bombardear o Líbano. Por sua vez, o Irã, em retaliação, atingiu bases militares dos Estados Unidos, aeroportos e pontos turísticos nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrein e Omã. 

Salvador, 11 de março de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


UCRÂNIA RECUPERA ÁREAS OCUPADAS PELA RÚSSIA

SAIU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Escultura instalada em Washington retrata Trump e Epstein abraçados à la Titanic

  • Obra surge dias depois da divulgação de arquivos sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
  • Bandeiras ao lado do monumento exibem a mesma imagem do presidente ao lado do abusador condenado
  • SALVAR ARTIGOS

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WASHINGTON

Bandeiras azuis foram estiradas em frente ao Capitólio com a imagem do presidente Donald Trump ao lado do financista condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. A frase "Make America Safe Again" ("Faça a América Segura Novamente", um dos slogans de Trump) estampa as peças.

No centro da instalação, destaca-se a proa de um navio com dois bonecos que caricaturam Trump e Epstein na icônica cena do filme "Titanic", em que Jack e Rose se abraçam na ponta da embarcação. A obra é assinada pelo coletivo de anônimos "The Secret Handshake".

Estátua dourada de duas figuras humanas com braços estendidos, sobre base preta, em primeiro plano. Ao fundo, o edifício do Capitólio dos Estados Unidos sob céu azul claro. Pessoas e veículos aparecem na área entre a estátua e o Capitólio.
Monumento que simula Trump abraçando Epstein simulando a famosa cena de Titanic foi instalado em frente ao Capitólio, em Washington -  Isabella Menon/Folhapress

O monumento, intitulado "The King of The World" (o rei do mundo), surgiu nas ruas de Washington nesta terça-feira (10), dias após o Departamento de Justiça divulgar documentos do FBI com o relato de uma mulher que acusa o presidente dos Estados Unidos de tê-la estuprado na década de 1980. A Casa Branca nega as acusações.

Nesta terça, em meio à tarde de sol quando a reportagem esteve no local, pessoas que passavam por ali tirava fotos e riam da escultura —capital dos EUA, Washington é uma região predominantemente democrata, onde a candidata Kamala Harris venceu Trump por 92% dos votos.

As páginas em questão haviam sido retidas do extenso acervo de documentos relacionados a Epstein sob o argumento, depois reconhecido como equivocado pelas próprias autoridades, de que se tratavam de duplicatas.

Bandeira preta com fotos em azul de Mike Pence e outra pessoa, com selo oficial e texto "MAKE AMERICA SAFE AGAIN". Pessoas e árvores ao fundo em área externa sob céu azul.
Em bandeiras espalhadas ao longo do National Mall, imagens de Trump e Epstein aparecem reiteradamente -  Isabella Menon/Folhapress

A instalação também ironiza as omissões feitas pelo Departamento de Justiça ao tornar público o material. Nas bandeiras, lê-se "Departamento dos [seguido de uma tarja branca]" — referência direta às supressões nos arquivos divulgados. A pasta foi alvo de críticas tanto pela demora na liberação dos documentos quanto pela falta de transparência: parte do conteúdo foi publicada com trechos extensamente censurados.

Em uma placa ao lado da proa, a descrição da obra —em mais uma camada irônica— afirma que o monumento busca homenagear "o vínculo entre Jeffrey Epstein e Donald Trump, uma amizade aparentemente construída em torno de viagens luxuosas, festas extravagantes e esboços secretos de nus".

A menção aos esboços faz referência a um dos documentos liberados, no qual Trump teria enviado a Epstein uma carta com tom sugestivo acompanhada do desenho de uma mulher nua. O presidente negou qualquer relação com o documento após sua divulgação.

Esta não é a primeira vez que obras do grupo "The Secret Handshake" são exibidas pelas ruas de Washington em tom crítico a relação a Epstein. Na semana passada, segundo o jornal Washington Post, outra obrada denominada "Jeffrey Epstein Walk of Shame" foi instalada também na Farragut Square, também na capital americana.

A obra emulava a calçada da fama com nomes de políticos, bilionários e outras pessoas ligadas ao abusador, morto na prisão em 2019. Além desta, em setembro do ano passado, também em frente ao Capitólio, uma outra escultura mostrava Epstein e Trump de mãos dadas com a legenda: "Best Friends Forever" (melhores amigos para sempre).