David Camacho provavelmente não gosta de ser chamado de “menino gênio”. Apesar de ter QI 162, acima do nível considerado alto pela OMS, ele rejeita o rótulo. Para ele, gênios são pessoas que já fizeram grandes realizações ao longo da vida. O garoto também não aprecia comparações com nomes como Stephen Hawking ou Albert Einstein. “Tenho 10 anos e estou apenas começando”, afirma. Ele acredita que só poderia ser considerado gênio no futuro, após grandes feitos. Sua principal inspiração é Leonardo da Vinci, de quem adotou o sobrenome nas redes. Ele admira o perfil polímata do artista, que dominava diversas áreas do conhecimento. Desde cedo, decidiu que queria seguir esse exemplo e fazer grandes coisas. Morador de Querétaro, no México, David já dá palestras em universidades. Também se prepara para publicar um livro. Além disso, participou de um programa de treinamento espacial da Nasa, em Houston. Ele pilotou simulações, experimentou gravidade zero e sonha com carreira científica. Entre seus objetivos, estão realizar cirurgias no espaço ou criar algo como a SpaceX. Ainda assim, afirma que quer manter todas as possibilidades abertas.
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terça-feira, 5 de maio de 2026
MEXICANO É "MENINO GÊNIO"
David Camacho provavelmente não gosta de ser chamado de “menino gênio”. Apesar de ter QI 162, acima do nível considerado alto pela OMS, ele rejeita o rótulo. Para ele, gênios são pessoas que já fizeram grandes realizações ao longo da vida. O garoto também não aprecia comparações com nomes como Stephen Hawking ou Albert Einstein. “Tenho 10 anos e estou apenas começando”, afirma. Ele acredita que só poderia ser considerado gênio no futuro, após grandes feitos. Sua principal inspiração é Leonardo da Vinci, de quem adotou o sobrenome nas redes. Ele admira o perfil polímata do artista, que dominava diversas áreas do conhecimento. Desde cedo, decidiu que queria seguir esse exemplo e fazer grandes coisas. Morador de Querétaro, no México, David já dá palestras em universidades. Também se prepara para publicar um livro. Além disso, participou de um programa de treinamento espacial da Nasa, em Houston. Ele pilotou simulações, experimentou gravidade zero e sonha com carreira científica. Entre seus objetivos, estão realizar cirurgias no espaço ou criar algo como a SpaceX. Ainda assim, afirma que quer manter todas as possibilidades abertas.
MORAES NEGA INTERFERÊNCIA NA INDICAÇÃO DE MESSIAS PARA O STF
O ministro do STF Alexandre de Moraes procurou interlocutores do presidente Lula para negar que tenha atuado contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo. Messias, advogado-geral da União, teve seu nome rejeitado pelo Senado por 42 votos a 34, em derrota significativa para o governo. Moraes é próximo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que liderou a articulação contrária à indicação. No Planalto, porém, cresceu a percepção de que o ministro teria dado respaldo político ao movimento de Alcolumbre. Moraes enviou mensagem ao próprio Messias lamentando o resultado, mas não obteve resposta até o fim de semana. Ele também conversou com integrantes do primeiro escalão do governo para rebater a versão de que teria atuado contra a indicação. O ministro demonstrou incômodo com reportagens que sugeriam sua participação na derrota. Aliados saíram em sua defesa junto a Lula, classificando como injusta a avaliação de que ele interferiu. Segundo esses interlocutores, não há registro de ação direta de Moraes junto a senadores contra Messias. Eles afirmam ainda que o ministro não teria influência suficiente no Senado para liderar tal articulação. De acordo com essa versão, o embate foi conduzido essencialmente por Alcolumbre.
Moraes teria ficado em posição delicada por sua proximidade com o senador. Assim, evitou atuar contra, mas também não se empenhou em favor de Messias. Magistrados dizem que ele tentou reduzir tensões ao participar de um almoço com Alcolumbre e Messias. O encontro ocorreu na casa do ministro Cristiano Zanin. Alcolumbre compareceu mesmo sabendo da presença de Messias. Na ocasião, indicou que a aprovação seria difícil, sem prometer apoio. Apesar das explicações, Lula mantém a convicção de que Moraes participou da articulação. Para o presidente, a vitória fortalece Alcolumbre politicamente. Isso ampliaria suas chances de permanecer no comando do Senado até 2027. Esse cenário reduziria riscos de pautas contra Moraes, como pedidos de impeachment. Outro ponto citado é a aprovação de mudanças na dosimetria de penas. A medida pode permitir revisões em condenações relacionadas a tentativa de golpe. Alcolumbre também conduziu a sessão que derrubou veto de Lula sobre o tema. No Planalto, avalia-se ainda que houve um recado político ao STF. A leitura é que o ministro André Mendonça estaria isolado em processos sensíveis. Isso indicaria menor influência interna do que se supunha. A assessoria de Moraes foi procurada, mas não respondeu.
ARGENTINO RESISTE E CONTINUA GUARDANDO DÓLARES
Você ficaria surpreso com o estado das notas de dólar na Argentina, diz Alejandro Lamas, vendedor de carros usados que se tornou especialista em identificar cédulas — até falsas — pelo toque. A habilidade segue essencial décadas depois de iniciar no ramo. Isso porque o plano do presidente Javier Milei de atrair dólares para bancos enfrenta forte resistência popular. Quase 25 anos após o “corralito”, quando depósitos em dólar foram convertidos à força em pesos desvalorizados, a desconfiança persiste. Assim, muitos argentinos ainda preferem guardar dólares em espécie para emergências ou grandes compras. “Os governos já fizeram de tudo —como confiar?”, questiona Lamas. Estima-se que cerca de US$ 170 bilhões estejam fora do sistema financeiro. Trazer parte desse dinheiro aos bancos poderia impulsionar a economia e sustentar o crescimento prometido por Milei. Apesar do apoio de investidores internacionais, os depósitos cresceram menos de US$ 1 bilhão desde fevereiro. O governo tenta atrair recursos flexibilizando regras e prometendo menos fiscalização. Ainda assim, argentinos compram cerca de US$ 2 bilhões por mês em dólares, podendo chegar a US$ 6 bilhões em períodos de crise.
Parte significativa é mantida em casa, cofres ou no exterior. A cultura de guardar dinheiro fora do banco é tão forte que até notas antigas têm valor diferenciado. As “cara chica” (notas antigas de US$ 100) circulam com desconto no mercado informal. Comerciantes experientes sabem identificar falsificações com facilidade. “Você sente na hora”, diz Lamas. Marcelo Capobianco, açougueiro, afirma que o dólar é sua proteção em tempos de incerteza. “Ninguém poupa em pesos —se fizer isso, perdeu”, diz. A origem dessa desconfiança remonta à crise de 2001 e às sucessivas turbulências econômicas. A moeda local perdeu cerca de 99% do valor na última década. Mesmo assim, o governo insiste que o cenário atual é diferente. O ministro Luis Caputo defende que manter dinheiro em casa significa perda de valor. Campanhas como “Alivie Seu Colchão” tentam convencer a população. Os depósitos em dólar chegaram a cerca de US$ 40 bilhões. Economistas avaliam que o potencial é grande, mas a confiança levará tempo para ser reconstruída. Lamas deposita seus ganhos, mas entende o receio geral. “As pessoas ainda lembram do passado”, diz. Segundo ele, décadas de instabilidade só serão superadas com muitos anos de confiança consistente.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 5/05/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Delação de ex-presidente do BRB esquenta clima eleitoral
A cinco meses das eleições, revelações que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, pretende fazer sobre as transações para favorecer Daniel Vorcaro podem abalar candidaturas no DF
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Vorcaro tentou encobrir rombo de R$ 777 milhões após usar Master para financiar empresas de familiares, diz liquidante
Teia de fundos e firmas tentou mascarar valores ligados aos parentes do banqueiro
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Dinheiro esquecido em bancos será usado como garantia no Desenrola; veja como consultar
Governo vai injetar entre R$ 5 bi e R$ 8 bi de dinheiro esquecido no FGO para assegurar casos de inadimplência Programa oferece descontos de até 90% em dívidas e juros máximos de 1,99% ao mês
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
“Não sou um juiz parcial”, diz presidente “vermelho” do TST
Vieira de Mello também criticou o fato de que uma parte de seu discurso foi “recortada na internet e transmitida sem que houvesse uma integralidade do contexto pelo qual se falava”.
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Cientistas descobrem 27 potenciais novos planetas orbitando um sistema solar com duas estrelas como em Star Wars
Astrônomos encontraram cenário similar ao de Tatooine da famosa franquia de ficção científica
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Mil pessoas morrem por ano devido a bactérias resistentes, mas só o “lavar as mãos” pode salvá-las, defende DGS
segunda-feira, 4 de maio de 2026
RADAR JUDICIAL
MINISTRO DIVIDE JUÍZES TRABALHISTAS: "AZUIS E VERMELHOS"
O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, dividiu juízes trabalhistas em “azuis” e “vermelhos” durante discurso em Brasília, na sexta (1º). Ele se incluiu entre os “vermelhos”, definidos como os que têm causa, não interesse. “Temos uma causa e eles que se incomodem com a nossa causa”, afirmou. Disse ainda não se preocupar com os “azuis”, mas com os “vermelhos”. A fala foi registrada em vídeo divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo. O discurso ocorreu no 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho. O evento tratou de temas como inteligência artificial e sustentabilidade. Mello Filho também defendeu sindicatos e criticou a pejotização. Classificou como “terraplanismo jurídico” críticas à Justiça do Trabalho. Em entrevista à Folha, alertou para risco de ruptura social com a pejotização. Segundo ele, a Constituição tem caráter democrático e social, não liberal. O ministro preside o TST desde setembro e tem mandato até 2027.
ISRAEL AGRIDE BRASILEIRO
O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido por forças israelenses após a interceptação de uma flotilha humanitária em águas internacionais, relata ter sofrido agressões físicas e psicológicas, segundo sua esposa, Lara Souza. Ela afirma que ele foi alvo de tortura, intimidação e ameaças à família no Brasil. Ávila apresenta ferimentos no corpo e no rosto, e chegou a perder temporariamente a visão após golpes na cabeça. O atendimento médico teria sido inadequado, apesar da atuação da diplomacia brasileira. A prisão foi prorrogada, com nova audiência marcada para terça-feira (5/5). Ele responde a cinco suspeitas, incluindo associação ao terrorismo, o que é negado pela defesa. Os advogados afirmam que não há provas concretas e questionam a legalidade da detenção e da interceptação em águas internacionais. Segundo a esposa, não há prazo definido para libertação. Ávila e outro ativista iniciaram greve de fome em protesto contra as condições da prisão. A flotilha, com mais de 50 embarcações, foi interceptada por Israel próximo à costa da Grécia, com 175 detidos. Brasil e Espanha condenaram a ação e pediram a libertação imediata dos ativistas, destacando o caráter humanitário da missão com destino à Faixa de Gaza.
TRIBUNAL ARQUIVA REPRESENTAÇÃO CONTRA DEPUTADO
TRUMP AMEAÇA IRÃ QUE NÃO RECUA E CONTROLA O ESTREITO DE ORMUZ
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, afirmando que o país será “varrido da face da Terra” caso ataque navios americanos no Estreito de Ormuz. A declaração foi dada nesta segunda-feira (4), em entrevista à Fox News. No mesmo dia, os EUA iniciaram a operação “Projeto Liberdade” para escoltar embarcações presas no Golfo Pérsico. A missão busca garantir a travessia segura pelo estreito, apesar das tensões com Teerã. Trump afirmou que o Irã atacou navios de países não envolvidos na operação, incluindo um cargueiro sul-coreano. Ele sugeriu que a Coreia do Sul se junte à missão liderada pelos EUA. Segundo o presidente, não houve danos a outras embarcações na região. Trump também disse que forças americanas destruíram sete barcos iranianos. O Irã negou essa informação por meio da mídia estatal. As Forças Armadas dos EUA confirmaram a escolta dos primeiros navios comerciais com bandeira americana. É a primeira ação do tipo desde o anúncio da operação militar. Mais cedo, o Irã divulgou um mapa indicando áreas do Estreito de Ormuz sob controle militar. As zonas incluem trechos entre Irã, Emirados Árabes Unidos e Omã.
NO MÉXICO EMPRESSAS PROCESSAM REDES SOCIAIS POR DANOS AOS JOVENS
Um julgamento iniciado nesta segunda-feira (4) no estado do Novo México, nos EUA, pode levar a mudanças profundas na forma como Facebook, Instagram e WhatsApp operam. A Meta afirmou que as exigências podem ser tão severas que a empresa cogita deixar o estado. A ação foi movida pelo procurador-geral Raúl Torrez, que acusa a empresa de projetar plataformas viciantes para jovens e de falhar na proteção contra exploração sexual infantil. O ponto central é determinar se as plataformas configuram um “incômodo público” segundo a lei estadual. Caso o juiz concorde, poderá impor medidas amplas para reduzir danos a menores. O julgamento é a segunda fase do processo. Em março, um júri concluiu que a Meta violou leis de proteção ao consumidor ao distorcer a segurança de suas plataformas, resultando em multa de US$ 375 milhões. A pressão sobre a segurança infantil nas redes cresce globalmente. A própria Meta reconheceu recentemente que ações regulatórias nos EUA e na União Europeia podem afetar seus resultados. O estado busca bilhões adicionais em indenizações e mudanças estruturais, como verificação de idade, ajustes em algoritmos e o fim da rolagem infinita e reprodução automática para menores. A Meta diz já ter adotado medidas de segurança e argumenta que as propostas são inviáveis, além de violarem direitos parentais e liberdade de expressão.
O juiz Bryan Biedscheid avaliará se houve interferência significativa na saúde e segurança pública — critério para caracterizar incômodo público. Esse tipo de ação tem sido usado em casos contra indústrias como tabaco, opioides e mudanças climáticas. O caso faz parte de uma onda maior: mais de 40 estados e 1.300 distritos escolares processam empresas de redes sociais por danos a jovens. O Novo México pode pedir até US$ 3,7 bilhões para financiar um plano de saúde mental de 15 anos. Segundo Torrez, o julgamento permitirá dimensionar o impacto e o custo social causado pelas plataformas ao longo de mais de uma década.
IRÃ IMPEDE ENTRADA DE NAVIOS DE GUERRA DOS EUA NO ESTREITO DE HORMUZ
O plano, porém, não teve muitos detalhes divulgados. O Comando Central afirmou que a operação contará com 15 mil militares. Também serão mobilizadas mais de 100 aeronaves, além de navios e drones. Em resposta, o Irã orientou navios comerciais e petroleiros a evitarem movimentos não coordenados. As autoridades iranianas disseram que a segurança do estreito está sob controle do país. O chefe militar Ali Abdollahi reforçou que a passagem deve ser coordenada com as Forças Armadas iranianas. Ele também advertiu que forças estrangeiras podem ser atacadas. O aviso foi direcionado especialmente às forças dos Estados Unidos. A tensão ocorre em meio à escalada do conflito na região. Desde o início da guerra, o Irã restringiu fortemente o tráfego marítimo no Golfo. A medida afetou rotas estratégicas de energia. O estreito de Hormuz é uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo e com o bloqueio, os preços do petróleo registraram forte alta. O cenário amplia preocupações globais com o abastecimento energético. Além disso, aumenta o risco de confronto direto entre Irã e Estados Unidos. A situação segue instável e sem sinais claros de desescalada. Diplomatas internacionais pressionam por cessar-fogo e reabertura da via marítima.
CANDIDATO REPUBLICANO LEVANTA O TEMA DE "MASCULINIDADE EM CRISE"
James Fishback, 31, aposta na polêmica para ganhar espaço entre jovens conservadores da Flórida, onde disputa a indicação republicana ao governo, hoje ocupado por Ron DeSantis. Outsider controverso, acumula acusações de racismo e antissemitismo já no início da campanha. Ele recebeu elogios de figuras da extrema direita, como Nick Fuentes e Andrew Tate. Entre as principais polêmicas, estão ataques ao rival Byron Donalds, a quem chamou de “escravo”, gerando forte reação. Fishback nega teor racial e diz que o termo é político. Também foi criticado por usar a expressão “goyslop”, associada a teorias antissemitas. Ele rejeita a acusação e afirma ser “a pessoa menos antissemita” que conhece. Mesmo atrás nas pesquisas, acredita que pode crescer vencendo debates e visitando todos os 67 condados do estado. Parte da estratégia inclui oposição à guerra com o Irã, posição incomum no partido, mas alinhada ao ceticismo da geração Z. Fishback também dialoga com a chamada “machosfera”, falando sobre “masculinidade em crise” e valores tradicionais. Defende atuação nas escolas contra narrativas sobre racismo estrutural e desigualdade histórica, que considera superadas.
Sobre gênero, diz que não pode legislar comportamento, mas quer influenciar cultura. Já afirmou que homens e brancos não devem ser vistos como origem dos problemas sociais. Na pauta feminina, é contra o aborto, incentiva maternidade precoce e políticas natalistas. Chegou a usar o Tinder para divulgar propostas e defende apoio a gestantes jovens. Ao mesmo tempo, propõe taxar plataformas como OnlyFans para inviabilizá-las, criticando a objetificação feminina. Declarações agressivas sobre o tema geraram reação. Na imigração, defende restrições a vistos de trabalho qualificado e deportações mais amplas, embora diga que devem ocorrer “com dignidade”. Apesar do alinhamento com a extrema direita, tenta adotar tom mais pragmático e afirma querer dialogar com diferentes grupos.
A URNA ELETRÔNICA FOI COMBATIDA NO GOVERNO BOLSONARO
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) celebra os 30 anos da urna eletrônica em meio a um cenário ainda marcado pela polarização política. Apesar dos ataques ao sistema nas eleições de 2022, há, por ora, um consenso de que o modelo segue seguro e fiel à vontade do eleitor. O ministro aposentado do STF Carlos Mário Velloso destacou que a urna eletrônica representou a ruptura com fraudes do passado. Segundo ele, o sistema é auditável em todas as etapas e acompanha a evolução tecnológica presente em diversos setores. Velloso também afirmou que a urna fortalece a legitimidade das eleições e reforça a democracia brasileira. Ele considera o sistema motivo de orgulho nacional. Os ataques ao modelo atingiram o auge durante o governo Bolsonaro, com declarações públicas e reuniões com diplomatas estrangeiros. Esses episódios contribuíram para sua inelegibilidade definida pelo TSE em 2023. Para Sidney Neves, da Abradep, as críticas fazem parte de uma estratégia populista baseada na criação de desconfiança permanente. Segundo ele, mesmo resultados favoráveis não eliminam esse discurso. João Marcos Pedra, da OAB-DF, afirma que nunca houve provas técnicas contra o sistema. Ele define a urna como um pilar da democracia e destaca a rapidez e confiabilidade na apuração.
A urna eletrônica substituiu o antigo modelo de cédulas, marcado por fraudes como votos pré-preenchidos e o chamado “curral eleitoral”. Hoje, o sistema conta com mais de 30 camadas de segurança. Apesar do silêncio recente de críticos, especialistas apontam que isso pode ser apenas uma “trégua estratégica”. Há expectativa de novos questionamentos no período eleitoral. Neves defende punições rigorosas contra a desinformação, por comprometer a integridade do processo democrático. O TSE realiza evento sobre o tema, com exposições e debates sobre segurança. As primeiras urnas foram distribuídas em 1996. No campo legislativo, a derrubada do veto ao PL da Dosimetria pode reduzir penas relacionadas a crimes contra o Estado democrático. Velloso avalia que a medida respeita a Constituição e corrige excessos. A nova regra impede a soma de penas em certos casos e reduz o tempo mínimo para progressão de regime.
PROPAGANDA POLÍTICA COM O "IA"
Conteúdos políticos feitos com IA se multiplicam na rolagem das redes sociais. Vídeos, imagens e avatares simulam figuras públicas, como críticas ao presidente Lula, montagens com Flávio Bolsonaro e personagens sintéticos usados por pré-candidatos. Romeu Zema, por exemplo, critica o STF com avatares de ministros, enquanto Augusto Cury usa personagens fictícios para abordar a polarização. A cinco meses das eleições, esse tipo de material se consolida como ferramenta central da disputa política. Levantamento do Observatório IA nas Eleições identificou 137 conteúdos políticos com IA entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Apenas 27% sinalizaram o uso da tecnologia; a maioria circulou sem aviso no Instagram, TikTok e X. Segundo especialistas, houve aumento no volume e no realismo dos conteúdos, ampliando seu impacto. Em março, o TSE definiu regras, como proibir uso de IA 72h antes e 24h depois das votações e exigir identificação de conteúdo sintético. Também foram previstas punições a perfis falsos ou automatizados. Ainda assim, a Justiça enfrenta dificuldades para diferenciar sátira, meme e desinformação.
Casos recentes já geraram disputas judiciais envolvendo deepfakes. O PT acionou o TSE contra vídeos que associavam Lula a crimes e criticou perfis como “Dona Maria”, avatar criado por IA com grande engajamento. A série “Os Intocáveis”, de Zema, também gerou reação de ministros do STF. Conteúdos semelhantes se espalharam em estados, atingindo adversários políticos. Na Bahia, perfis não oficiais usam IA para atacar candidatos. A Justiça determinou remoção de páginas e conteúdos ofensivos, com decisões favoráveis a diferentes grupos. Casos semelhantes ocorreram em outros estados, como Alagoas, envolvendo deepfakes em disputas locais. Especialistas avaliam que o uso de IA deve crescer até as eleições. O principal desafio será acompanhar a velocidade de produção e garantir respostas rápidas da Justiça diante de possíveis danos informacionais.
"DECISÃO MAIS TOLA" TOMADA POR UM PRESIDENTE AMERICANO
O apresentador conservador Tucker Carlson rompeu sua aliança com o presidente dos EUA, Donald Trump, e passou a criticar a guerra contra o Irã. Em entrevista ao The New York Times, Carlson afirmou que o conflito tem sido “pior do que imaginava”. Ele disse que a ofensiva contraria a promessa de Trump de evitar novas guerras. Carlson afirmou ter defendido Trump por anos acreditando que ele impediria um novo cenário como o do Iraque. “Me desculpem por enganar as pessoas”, declarou o apresentador. O comentarista classificou a guerra, iniciada em fevereiro, como um desastre para os EUA. Segundo ele, o conflito prejudica a economia e coloca vidas em risco. Carlson chamou a decisão de “a mais tola” já tomada por um presidente americano. Ele relatou ter conversado com Trump antes do ataque e disse que o presidente parecia pressionado. Segundo Carlson, Trump teria cedido a influências externas e interesses políticos. O ex-aliado acusou o governo de Israel de empurrar os EUA para o conflito. Ele criticou a relação de Trump com o premiê Benjamin Netanyahu. Carlson chegou a dizer que Trump estaria sob “controle” de interesses estrangeiros. Também criticou a falta de posicionamento público contra ações militares israelenses. Para ele, o Irã não é apenas uma potência militar, mas estratégica economicamente. Destacou a importância do Golfo Pérsico para o fornecimento global de energia. Argumentou que Trump conhecia os riscos econômicos da guerra.
Apesar das críticas, Carlson afirmou ser contra o Irã possuir armas nucleares. Ele também disse ser contra qualquer país ter esse tipo de armamento. Questionou, porém, a estratégia adotada para conter o programa nuclear iraniano. O apresentador avaliou que a guerra pode prejudicar o Partido Republicano. Segundo ele, a maioria dos الأمريكيos rejeita novas intervenções militares externas. Carlson acredita que a decisão pode comprometer o legado de Trump. O rompimento se intensificou após ameaças ao Irã no domingo de Páscoa. Ele classificou a atitude como um “crime moral”. Também criticou declarações consideradas desrespeitosas a religiões. Desde então, passou a atacar abertamente o governo em seu programa. Carlson afirmou que sua principal preocupação é o futuro dos Estados Unidos. Ele disse que não irá subordinar suas opiniões à pressão externa. O comentarista relembrou que apoiou Trump por sua postura anti-intervenção. Mesmo após sair da Fox News em 2023, manteve proximidade com o presidente.