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terça-feira, 13 de outubro de 2026

LONGAS FILAS NO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA ONTEM


Sob chuva, milhares de devotos enfrentaram longas filas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, ontem, 12, dia da padroeira do Brasil. Vindos de diferentes regiões, os peregrinos foram agradecer graças recebidas e fazer pedidos. Camisetas com a imagem da santa, terços e bandeiras predominavam no pátio do santuário. A movimentação deu continuidade à peregrinação pela rodovia Presidente Dutra, realizada desde domingo. As filas reuniam bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, muitos expostos à chuva. Alguns fiéis chegaram a dormir no local para garantir a visita à imagem. Entre orações, músicas marianas e Pai-Nosso, a multidão aguardava o momento de se aproximar da santa. O acesso diante da imagem concentrava a maior fila, com esperas de várias horas. A estudante Maria Júlia Correia Novaes, de 20 anos, viajou de Maringá (PR). Após esperar duas horas, afirmou que a fé ajuda a enfrentar qualquer dificuldade. Ela foi ao santuário principalmente para agradecer pelas graças recebidas. A aposentada Mariluza de Almeida, de 66 anos, também realizou um sonho após enfrentar graves problemas de saúde. Depois de um transplante de medula óssea e de complicações que a levaram à UTI, conseguiu viajar. Moradora do Distrito Federal, enfrentou 18 horas de ônibus para chegar à região. Com dificuldades para caminhar e usando máscara por recomendação médica, precisou descansar durante a visita. Ela destacou a fé como força para superar os obstáculos e celebrar a oportunidade de estar no santuário. Vanilda Costa Lopes, de 36 anos, também se surpreendeu com o tamanho da fila. Frequentadora habitual, visitava Aparecida a cada quatro ou seis meses, mas nunca havia ido em 12 de outubro. Nas visitas anteriores, levava cerca de cinco minutos para chegar à imagem. Desta vez, acreditava que a espera poderia ultrapassar três horas, mas considerava o esforço compensador. 

Além das missas e da veneração à santa, os visitantes aproveitaram outras atrações religiosas. No velário, acenderam velas, enquanto o teleférico transportou peregrinos ao Morro do Cruzeiro. O jornalista Mauro Lúcio, de 30 anos, viajou de Viçosa (MG), com a mulher e o filho. A família organizou a excursão seis meses antes, reunindo participantes por meio de um grupo de WhatsApp. Após chegar à meia-noite, pretendia retornar para casa na tarde de segunda-feira. Durante a visita, conheceu o complexo religioso e passeou de teleférico. Depois, planejava enfrentar a fila para ver a imagem pela primeira vez. Já a peregrina Daniele Silva, de 28 anos, descansava no chão para recuperar as forças. Ela não conseguiu completar o percurso a pé e utilizou um carro por aplicativo até Aparecida.Cansada, aguardava o restante do grupo para participar da missa. Apesar da chuva e das longas esperas, os peregrinos mantiveram as orações e a devoção. O movimento continuou intenso, marcado pela fé, pela gratidão e pelo cumprimento de promessas.

 

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