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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

DIRETORA DO FMI ALERTA SOBRE IMPACTOS DA IA


A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, alertou para os impactos da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho e na arrecadação tributária. Ela pediu que governos repensem a educação e adotem medidas para preparar a sociedade para as mudanças tecnológicas. “É um tsunami em câmera lenta, mas ainda assim um tsunami”, afirmou na segunda-feira (5), em Bangkok. A declaração foi feita durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial. Segundo Georgieva, a IA já reduz a demanda por trabalhadores ao assumir tarefas rotineiras e repetitivas. Ao mesmo tempo, cresce a oferta de empregos de baixa remuneração em setores como a construção civil. Para a dirigente, essa transformação não representa motivo de comemoração. As mudanças também podem produzir consequências profundas para as finanças públicas. O avanço da tecnologia tende a favorecer o capital em detrimento do trabalho. Essa mudança ameaça as receitas governamentais, tradicionalmente sustentadas pela tributação do trabalho. O alerta reforça as preocupações sobre os efeitos da IA na economia mundial. Jovens profissionais de áreas mais expostas à tecnologia já enfrentam desaceleração nas contratações. Os candidatos a vagas iniciais estão entre os mais vulneráveis a essa tendência. Também aumenta o temor de que a IA aprofunde as desigualdades econômicas e sociais. Até agora, os benefícios da tecnologia permanecem concentrados em determinados grupos e economias. Isso ocorre apesar do ciclo global de grandes investimentos no setor.Georgieva reconheceu que ainda é difícil prever como será o mercado de trabalho nos próximos cinco anos. 

Ela defendeu acompanhar rigorosamente as mudanças e avaliar seus efeitos. A dirigente também pediu que os governos aprendam com as experiências e coloquem soluções em prática imediatamente. Apesar dos riscos para o emprego, a inteligência artificial pode impulsionar o crescimento econômico. O FMI estima que sua disseminação poderá acrescentar até um ponto percentual ao crescimento das economias avançadas da Ásia. Esse resultado representaria um avanço significativo para os países da região. Segundo Georgieva, o crescimento adicional poderá compensar os efeitos negativos do envelhecimento populacional. O fenômeno demográfico preocupa especialmente as economias mais ricas da Ásia. A adoção da IA, portanto, apresenta oportunidades e desafios para governos e trabalhadores. O principal desafio será aproveitar os ganhos de produtividade sem ampliar a exclusão profissional. A adaptação dos sistemas educacionais será essencial para preparar os trabalhadores para novas funções. Políticas públicas também precisarão acompanhar as mudanças na distribuição de renda. Os governos terão de avaliar como a transformação tecnológica afetará suas fontes de arrecadação. Para o FMI, agir desde já será fundamental para enfrentar os impactos da inteligência artificial

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