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domingo, 11 de outubro de 2026

FLÁVIO COMPARTILHAVA CONTA COM SUSPEITO DE LAVAGEM DE DINHEIRO


Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, compartilhava uma conta no Santander com o advogado e empresário Willer Tomaz. Willer é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes no INSS. Ambos negam qualquer compartilhamento de conta bancária ou relação financeira. As informações foram divulgadas inicialmente pelo UOL e confirmadas pela Folha. Uma troca de emails entre uma funcionária de Willer e o Santander tratava de uma conta ligada à Alcazar Holdings. A empresa está sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e tem o advogado como sócio. Em maio de 2025, a funcionária solicitou ao banco a retirada de Flávio Bolsonaro da conta vinculada à empresa. A assessoria do senador afirmou que ele nunca manteve conta cujo usuário principal fosse Willer ou alguma de suas empresas. Segundo a nota, todas as afirmações nesse sentido são falsas. A equipe de Flávio classificou a divulgação como uma tentativa de espalhar notícias falsas durante o período eleitoral. Também advertiu que os responsáveis poderiam ser criminalmente responsabilizados. A assessoria de Willer negou qualquer conta compartilhada ou relação financeira entre o advogado e o senador. Segundo a defesa, os dois mantêm apenas uma relação de amizade, sem vínculos comerciais. Os advogados classificaram as informações como falsas e afirmaram ter adotado medidas criminais contra a publicação. Também alegaram que as acusações teriam motivação eleitoral e buscariam influenciar o resultado das eleições. A assessoria informou ainda que a Polícia Federal determinou a abertura de investigação sobre o vazamento de dados sigilosos. Alegou que as informações divulgadas teriam sido distorcidas. Em agosto de 2026, Willer e parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA) foram alvos da Operação Sem Desconto. 

A operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a fraudes em benefícios do INSS.Willer mantém relações políticas com parlamentares de diferentes correntes ideológicas. Além da proximidade com Flávio, possui interlocução com integrantes da base do governo Lula (PT). Em Brasília, o advogado é conhecido por sua influência política e pelo trânsito entre ministros de tribunais superiores. Ele articulou a tentativa de indicação do então procurador-geral Augusto Aras para uma vaga no STF. A iniciativa ocorreu durante o governo Jair Bolsonaro, mas não prosperou. Bolsonaro acabou escolhendo André Mendonça, após prometer indicar um ministro “terrivelmente evangélico”. Posteriormente, Willer foi cotado para uma vaga no Conselho Nacional de Justiça destinada à indicação da Câmara. Diante da repercussão de seu nome, desistiu da disputa. A Folha também revelou que Ciro Nogueira (PP), então ministro-chefe da Casa Civil, utilizou uma filial de sua empresa de motocicletas para alugar uma mansão em Brasília. O imóvel, localizado no Lago Sul, havia sido adquirido meses antes por Willer. O advogado foi preso pela Polícia Federal em 2017, durante a Operação Patmos, após a delação da JBS. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele teria intermediado o vazamento de informações sigilosas do Ministério Público Federal. A denúncia, entretanto, foi rejeitada pela Justiça.

 

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