O acordo também contempla investimentos em minerais críticos, especialmente lítio e cobre. A Argentina possui a terceira maior reserva mundial de lítio, essencial para a fabricação de baterias.Atualmente, empresas chinesas mantêm contratos importantes para explorar esses recursos no país. O chanceler argentino, Pablo Quirno, negou que o acordo imponha restrições aos investidores chineses. Ele afirmou que a parceria americana não prejudica as relações comerciais com a China. Analistas, entretanto, consideram evidente o interesse de Washington em disputar espaço com Pequim. A iniciativa pretende diversificar as cadeias globais de fornecimento de minerais estratégicos. Outro eixo do acordo prevê a modernização das alfândegas por meio de tecnologias digitais. O documento também destaca a segurança dos equipamentos e das plataformas de fiscalização. A expansão das redes elétricas e de fibra óptica será importante para viabilizar os projetos. Para especialistas, a Argentina poderá reduzir suas deficiências de infraestrutura, enquanto os EUA ampliarão o acesso a recursos naturais.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2026
EUA AMPLIAM INFLUÊNCIA NA ECONOMIA ARGENTINA
Argentina e Estados Unidos assinaram, no fim de setembro, um acordo de investimentos de quase US$ 7 bilhões, cerca de R$ 36,5 bilhões. Batizado de Corredor Andes-Atlântico, o projeto foi apresentado em Nova York. O objetivo é modernizar rodovias, ferrovias, portos, redes de energia e infraestrutura digital argentina. A iniciativa pretende facilitar a exportação de petróleo, gás e minerais estratégicos. O acordo reforça a aproximação entre os presidentes Donald Trump e Javier Milei. Analistas avaliam que a iniciativa também busca ampliar a influência americana na economia argentina. O projeto integra a disputa dos Estados Unidos com a China pelo acesso a recursos naturais. O financiamento deverá ser realizado pelo Banco de Exportação e Importação dos EUA (Exim). Os recursos serão direcionados principalmente à aquisição de equipamentos e serviços americanos a partir de 2027. Inicialmente, os investimentos priorizarão a ligação entre os campos petrolíferos de Vaca Muerta e os portos argentinos. A região possui grande potencial de produção de petróleo e gás natural. O projeto Argentina LNG prevê produzir aproximadamente 12 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano. A iniciativa já recebeu quase US$ 21 bilhões de investidores da Itália e dos Emirados Árabes Unidos.O apoio americano deverá facilitar a aquisição de equipamentos necessários ao transporte e à exportação. Segundo estimativas da YPF, o projeto poderá gerar US$ 200 bilhões em exportações ao longo de 20 anos. Também poderá atrair até US$ 100 bilhões em novos investimentos. Especialistas alertam que a falta de infraestrutura pode limitar o crescimento da produção energética argentina. Estudo do BBVA Research estima serem necessários US$ 20 bilhões para melhorar o escoamento de petróleo e gás.
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