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sábado, 3 de janeiro de 2026

ESTUDANTE MORRE, SEM ATENDIMENTO, NOS EUA

É só um vírus'. Dias depois, ele estava morto – 01/01/2026 – Equilíbrio e  SaúdeSam Terblanche, estudante de 20 anos da Universidade Columbia, começou a passar mal após ir a uma partida de futebol em setembro de 2023. Com dor de cabeça, calafrios e vômitos, procurou duas vezes o pronto-socorro do Mount Sinai Morningside em menos de 24 horas. Em ambas as visitas, recebeu alta com diagnóstico de “síndrome viral aguda” e orientações básicas. Mesmo com piora dos sintomas — febre, taquicardia, falta de ar e exames laboratoriais com alterações — os médicos descartaram sepse e não solicitaram exames como radiografia de tórax nem prescreveram antibióticos. Um alerta automático de sepse foi ignorado. O prontuário apresentou falhas, contradições e registros incompletos.

Após a segunda alta, Sam acreditou estar seguro. No dia seguinte, entrou em delírio sozinho em seu dormitório e morreu. A causa apontada pela autópsia foi hemorragia pulmonar de origem desconhecida, sem diagnóstico conclusivo. Dois anos depois, o pai, Villiers Terblanche, ainda busca explicações. Ele processou o hospital e médicos por negligência e homicídio culposo. O caso expõe limites do atendimento de emergência superlotado, falhas no uso de prontuários eletrônicos, riscos de erros diagnósticos em pacientes jovens e a difícil linha entre cuidado adequado e insuficiente. A morte de Sam transformou a vida da família e reforçou debates sobre segurança do paciente, sepse e responsabilidade médica em sistemas de saúde sobrecarregados.

 

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