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sábado, 24 de outubro de 2026

BRASIL ESTÁ NOS PLANOS DA ÍNDIA PARA MINERAIS ESSENCIAIS À INDÚSTRIA

 


A Índia intensifica sua aproximação com a América do Sul para garantir minerais essenciais à indústria e reduzir a dependência da China. O Brasil ocupa posição estratégica nesse movimento, graças às reservas de lítio, níquel, grafita, nióbio e terras raras. Esses minerais são fundamentais para baterias, veículos elétricos, turbinas, painéis solares, semicondutores e equipamentos militares. A China, porém, domina etapas importantes da produção mundial, especialmente o processamento de terras raras. Preocupada com os controles chineses sobre exportações e tecnologias, a Índia busca diversificar seus fornecedores. Em 2025, o governo de Narendra Modi criou a Missão Nacional de Minerais Críticos para ampliar a exploração, o processamento e a aquisição de jazidas no exterior. Até 2031, o país pretende realizar 1.200 projetos de pesquisa mineral e mobilizar cerca de US$ 4 bilhões para garantir pelo menos 50 ativos minerais estrangeiros. A estatal Kabil já avançou em projetos de lítio na Argentina. O Brasil aparece como próximo parceiro prioritário. Em fevereiro de 2026, durante visita de Estado de Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, os dois países assinaram um memorando de cooperação em minerais críticos e terras raras, além de um acordo relacionado à mineração para a indústria siderúrgica. Nova Déli afirma que pretende investir no Brasil, transferir tecnologia e desenvolver o processamento local. O governo brasileiro, por sua vez, busca evitar que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas. Para os indianos, possuir reservas minerais não basta: é necessário transformar esses recursos em produtos industrializados, como baterias e componentes tecnológicos. O desafio é construir parcerias que beneficiem as duas economias. A cooperação bilateral já apresenta resultados em outros setores. Brasil e Índia mantêm acordos sobre etanol desde 2002 e ampliaram a colaboração em bioenergia em 2020. Em 2023, participaram da criação da Aliança Global para Biocombustíveis, ao lado dos Estados Unidos.

O etanol interessa à Índia por estimular a produção agrícola, reduzir emissões e diminuir a dependência do petróleo importado. A cooperação também abrange combustíveis sustentáveis para a aviação e outras fontes renováveis. Na indústria aeronáutica, a Embraer e a indiana Adani Defence & Aerospace anunciaram planos para instalar uma linha de montagem do jato regional E175 na Índia. O projeto prevê fornecedores, fabricação de componentes, serviços e treinamento de pilotos. A iniciativa está alinhada ao programa indiano “Make in India”, que busca ampliar a produção nacional e desenvolver capacidades tecnológicas. Minerais, biocombustíveis e aviões mostram que a relação entre os países vai além do comércio tradicional. A Índia procura matérias-primas e conhecimento industrial, enquanto o Brasil busca investimentos, tecnologia e maior valor agregado à sua produção. A distância geográfica não impede essa aproximação. Para Nova Déli, fortalecer parcerias com o Brasil tornou-se estratégico para garantir o abastecimento, ampliar a indústria e reduzir a dependência chinesa. Para os brasileiros, a oportunidade está em transformar recursos naturais em desenvolvimento industrial, empregos e renda.

MANIFESTANTES NAS RUAS DA FRANÇA


Milhares de manifestantes devem voltar às ruas da França neste sábado (24), uma semana após protestos marcados por violência, saques e incêndios que levaram à detenção de pelo menos 2.700 pessoas. Para evitar novos distúrbios, o governo mobilizou 70 mil agentes de segurança em todo o país, com apoio de veículos blindados, caminhões com canhões de água, helicópteros e drones. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, prometeu rigor contra atos violentos e afirmou que grupos de extrema esquerda estariam incentivando ataques a prédios públicos e saques. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu declarou que o nível de ameaça continua elevado, mas garantiu que as forças de segurança ajustaram suas estratégias após os confrontos de 17 de outubro. A operação contará com cerca de 20 veículos blindados da gendarmeria, 15 caminhões com canhões de água e unidades de elite para proteger locais estratégicos. Policiais em formação, agentes que estavam de licença, unidades montadas e equipes especializadas em drones também participarão da operação. O presidente Emmanuel Macron proibiu manifestações sem organizadores reconhecidos pelas autoridades. Os responsáveis locais poderão vetar atos ou determinar mudanças nos trajetos. Em Paris e Marselha, manifestações sindicais foram autorizadas, enquanto uma marcha em Lyon foi proibida. Pedidos de grupos estudantis e dos Coletes Amarelos também foram rejeitados na capital. Toques de recolher permanecem em vigor em áreas consideradas sensíveis, e o transporte de artefatos pirotécnicos e combustíveis foi proibido. Os protestos refletem a insatisfação com o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, reunindo trabalhadores, estudantes, sindicatos e integrantes dos Coletes Amarelos.

O governo atribui parte da violência a grupos radicais e criminosos que aproveitam as manifestações para saquear estabelecimentos. Organizações sociais, porém, criticam as restrições ao direito de protestar. Em Paris, comerciantes protegem vitrines com painéis de madeira e avaliam manter as lojas fechadas por medo de novos ataques. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da França, Alain Di Crescenzo, relatou que alguns comerciantes cogitaram usar armas e objetos para defender suas propriedades, mas pediu que evitem a violência. Museus como o Louvre, d'Orsay e Picasso, além de unidades da Ópera de Paris e das fundações Cartier e Louis Vuitton, anunciaram que permanecerão fechados neste sábado. Também há preocupação com possíveis confrontos em Orléans, onde ocorre o congresso anual do partido de ultradireita Reunião Nacional, de Marine Le Pen. Grupos de esquerda e antirracistas convocaram protestos contra o encontro. A escalada da violência aumenta a pressão sobre Macron, que enfrenta dificuldades para conter a insatisfação social e avançar com medidas de ajuste fiscal. A crise ocorre a seis meses da eleição presidencial, enquanto Marine Le Pen aparece à frente nas pesquisas e utiliza os distúrbios para denunciar o enfraquecimento do Estado.

 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 24/10/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Lula defende investimentos no agronegócio e expansão de exportações

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Presidente destacou o desempenho das exportações, os incentivos à agricultura familiar e a abertura de novos mercados

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Amigo de Flávio Bolsonaro tentou usar decreto de Cláudio Castro para ampliar mansão em ilha disputada com Richarlison

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Horas após estado afrouxar regra ambiental, advogado Willer Tomaz pediu aval do Inea para obra, mas governador interino revogou norma

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

Moraes quebra sigilos de empresa ligada a Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro

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Medida inclui apreensão patrimonial até o limite de R$ 6 bilhões

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal ‘Exército do Lula’ sem aval do plenário

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FLORIANO de Azevedo Marques aponta risco de abuso de poder e determina que Meta desconsidere eventuais ordens administrativas contrárias à decisão

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Moraes bloqueia R$ 6 bilhões e cancela passaportes de advogado investigado com Flávio Bolsonaro

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Medidas foram determinadas para verificar se o candidato à Presidência efetivamente era usuário de contas bancárias vinculadas ao advogado

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 


A agência Lusa teve acesso à comunicação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, gestora da plataforma do Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses, a alertar para o ataque.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

RADAR JUDICIAL


PROPOSTA DE TRUMP É RECUSADA

Donald Trump afirmou que o presidente do Google, Sundar Pichai, rejeitou sua proposta de renomear o oceano Atlântico para “oceano Americano”. O republicano relatou o episódio durante um comício na Carolina do Sul, às vésperas das eleições de meio de mandato. Segundo Trump, ele telefonou para Pichai, responsável pela empresa proprietária do Google Maps, para discutir a ideia. O presidente já promoveu outras mudanças de nomes geográficos, como a do golfo do México para “golfo da América”. A alteração foi anunciada pelo Google em janeiro de 2025, após um decreto presidencial. Em agosto, Trump também determinou que órgãos federais adotassem o nome “lago América” para o lago Ontário. As mudanças estão relacionadas às iniciativas nacionalistas do presidente e à sua disputa comercial com o Canadá. No Google Maps dos Estados Unidos, o golfo e o lago aparecem com os nomes sugeridos por Trump. No México e no Canadá, entretanto, os nomes originais são mantidos. No Brasil, usuários podem visualizar as duas versões, com a denominação adotada pelo republicano entre parênteses. Durante o comício, Trump afirmou que ainda faltaria renomear um rio e um oceano. A iniciativa reforça sua disposição de associar nomes de localidades geográficas à identidade americana.


INFLAÇÃO DESACELERA

A inflação medida pelo IPCA-15 desacelerou de 0,7% em setembro para 0,32% em outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (23). O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,45%. No acumulado de 12 meses, o índice subiu 4,62%, superando o teto de 4,5% da meta de inflação. O IPCA-15 antecipa a tendência dos preços, enquanto o IPCA oficial de outubro será divulgado em 12 de novembro. O resultado foi publicado às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). O governo Lula chegou ao primeiro turno com a menor inflação acumulada em um mandato desde o início do Plano Real. Apesar disso, o presidente enfrenta dificuldades eleitorais diante de Flávio Bolsonaro. Analistas apontam que o custo elevado de produtos básicos, especialmente alimentos, pesa na percepção dos eleitores. Embora os alimentos tenham subido menos no governo Lula do que na gestão Jair Bolsonaro, os preços continuam pressionando o orçamento familiar. O mercado projeta inflação de 5,22% em 2026, acima do limite estabelecido pela meta. Para conter a alta dos preços, o Banco Central mantém a Selic em 13,75% ao ano desde setembro. O mercado espera que os juros caiam para 13,25% até o fim de 2026, com novas reuniões do Copom previstas para novembro e dezembro.


DELEGADO É ACUSADO DE TORTURAR PRESOS

Daniel Trindade, delegado de polícia e filiado ao PL, foi eleito deputado federal por Roraima, com 16 mil votos. Ele assumirá o mandato em fevereiro, apesar de responder a processos por supostas irregularidades cometidas no Amazonas.Em 2017, foi demitido após acusações de torturar presos, promover lutas entre detentos e cobrar ingressos para espectadores. Segundo o Ministério Público, pelo menos 11 adultos e três adolescentes teriam sido torturados sob sua custódia. Trindade também foi acusado de obrigar presos a construir uma academia ligada a familiares. Ele nega as acusações e afirma que nunca sofreu condenação criminal. A Justiça determinou sua reintegração à Polícia Civil do Amazonas, mas uma nova demissão aguarda publicação oficial. Uma denúncia por suposto estupro de vulnerável foi arquivada por falta de provas. Durante a campanha, ele foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de compra de votos. A investigação também apura o suposto treinamento de uma milícia indígena para defender uma área de garimpo ilegal.Trindade nega envolvimento com milícias e afirma que o dinheiro apreendido não tinha finalidade eleitoral ilícita. Sua campanha recebeu R$ 800 mil do diretório nacional do PL, principal fonte de recursos declarada. Após a eleição, reuniu-se com dirigentes do partido em Brasília e já havia recebido apoio público de Jair Bolsonaro.


JUSTIÇA DO EQUADOR DECRETA PRISÃO DE EXCANDIDATA 

A Justiça do Equador decretou a prisão preventiva da excandidata presidencial de esquerda Luisa González, investigada por suposta lavagem de dinheiro no financiamento eleitoral de 2023. González foi detida na quintafeira para uma audiência de formulação de acusações. A investigação apura a origem de cerca de US$ 500 mil, equivalentes a R$ 2,5 milhões, usados em propaganda eleitoral. O juiz acatou o pedido do Ministério Público e determinou que ela permaneça presa durante as investigações. As autoridades não detalharam os motivos da prisão preventiva antes de eventual condenação. González declarouse uma “perseguida política” do governo do presidente Daniel Noboa, que a derrotou nas urnas em duas ocasiões. Durante a audiência, afirmou estar disposta a colaborar com a Justiça, mas exigiu tratamento justo. A excandidata integra a Revolução Cidadã, partido do expresidente Rafael Correa, crítico de Noboa e atualmente exilado na Bélgica. Ela também afirmou que já foi alvo de buscas e apreensões anteriormente. Segundo González, deixou o país diversas vezes e sempre retornou. O partido foi impedido de participar das eleições para prefeitos e autoridades provinciais previstas para o fim de novembro O caso amplia a tensão política entre a oposição de esquerda e o governo equatoriano.


FLÁVIO BOLSONARO 
É INVESTIGADO

O caso das rachadinhas, envolvendo R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, veio à tona em 2018, após a eleição de Bolsonaro. Desde então, multiplicaram-se investigações e suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro, sem abalar parte de seu eleitorado. Entre os 12 candidatos à Presidência, ele é apontado como beneficiário de relações com Daniel Vorcaro, a quem teria pedido R$ 134 milhões. Também são citadas a compra de uma mansão de R$ 6 milhões e transações imobiliárias em dinheiro vivo. Uma loja de chocolates teria sido usada para lavar R$ 1,6 milhão, enquanto seu escritório emitiu R$ 13,7 milhões em notas sem detalhar os serviços. Agora, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar se Flávio é sócio oculto da casa de apostas BestBet. O principal alvo é o advogado Willer Tomaz, sócio ostensivo da empresa e amigo próximo do senador. Em 2025, Willer teria apostado R$ 5 bilhões e sacado quase R$ 200 milhões, operações que a PF suspeita serem simuladas. Ele também é investigado por suspeitas de fraudes relacionadas ao INSS. Os vínculos entre Flávio e Willer incluem conta bancária conjunta, festas, viagens de jatinho e relações comerciais. Ambos também teriam conexões com Vorcaro e envolvimento em disputas judiciais e negócios imobiliários. O texto ainda aponta suspeitas sobre o uso de terceiros para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio. Jair Bolsonaro teria tentado impedir investigações contra o filho, que agora enfrenta novas suspeitas no cenário eleitoral.

 Salvador, 23 de outubro de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.