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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ISAREL REPUDIA PRÊMIO CONCEDIDO À NOBEL DA PAZ

Ganhadora do Nobel
O governo de Binyamin Netanyahu criticou a concessão do Prêmio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay. Israel afirmou que a decisão legitima o ódio contra o país e desrespeita a verdade histórica. Pillay liderou uma comissão da ONU que concluiu, em 2025, que Israel cometeu genocídio contra palestinos. O governo israelense rejeita as acusações e classificou o relatório como escandaloso. Em publicação na rede X, o Ministério das Relações Exteriores de Israel atacou duramente o Comitê Nobel. A pasta afirmou que Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, estaria aplaudindo a decisão do inferno. Segundo o governo, o prêmio representa a legitimação do chamado ódio anti-Israel. O gabinete de Netanyahu também criticou a escolha e questionou a bússola moral do comitê. A nota acusou Pillay de propagar calúnias contra o único Estado judeu do mundo. A premiação provocou reações divergentes no cenário internacional. Horas após o anúncio, os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Pelo menos 17 pessoas foram atingidas pelas medidas americanas. Pillay atuou como juíza da corte, que investiga crimes internacionais. As sanções provocaram reações imediatas de países europeus e instituições internacionais. 

A Holanda, sede do tribunal, manifestou preocupação com as medidas. A União Europeia afirmou estar preparada para proteger o funcionamento do TPI. A Comissão Europeia prometeu adotar as providências necessárias para garantir a continuidade do trabalho da corte. Mais cedo, o próprio tribunal havia celebrado a escolha de Pillay para o Nobel da Paz. A presidente do TPI, Tomoko Akane, destacou a importância da justiça internacional. Segundo ela, esse reconhecimento reforça o papel da justiça na construção de uma paz duradoura. Akane ressaltou os desafios enfrentados pela ordem jurídica internacional e pelo Estado de Direito. A Autoridade Palestina também comemorou a premiação da jurista sul-africana. Para a entidade, a escolha reconhece aqueles que defendem o direito internacional e a justiça. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, parabenizou Pillay pela conquista. Ele classificou o prêmio como uma homenagem à coragem, à integridade e ao compromisso com a justiça. Nas Nações Unidas, a decisão também recebeu manifestações favoráveis. Volker Türk, alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, considerou o Nobel uma vitória coletiva. Ele afirmou que a homenagem fortalece a luta pelos direitos humanos e pela responsabilização. Türk trabalhou com Pillay durante seu mandato como alta-comissária da ONU, entre 2008 e 2014. O dirigente descreveu a jurista como a personificação do direito internacional. A advogada Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, também celebrou a escolha.

 

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