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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

MÉDICO OFENDE PACIENTE E É CONDENADO

O juízo da 1ª vara Cível de Limeira condenou um médico e uma operadora de  plano de saúde ao pagamento solidário de 10 mil reais por dano moral após  atendimento marcado porO juiz Guilherme Salvatto Whitaker, da 1ª Vara Cível de Limeira/SP, condenou, de forma solidária, um médico e a operadora de plano de saúde ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, em razão de atendimento médico realizado com conduta considerada ofensiva. Na decisão, o magistrado destacou que expressões utilizadas pelo profissional, como “você quer ser atropelado aqui agora?”, “você é baiano, por que todo mundo que vem de lá tem mania de doença?” e “quem quer fazer exame é doente da cabeça”, foram incompatíveis com o exercício da medicina, além de não contribuírem para o diagnóstico ou tratamento do paciente. Segundo os autos, o paciente relatou ter sido alvo de comentários inadequados durante consulta, especialmente ao solicitar encaminhamento para exames, o que lhe causou abalo emocional. Durante a instrução, foram juntadas gravações de áudio feitas pelo próprio paciente, cuja licitude foi reconhecida pelo juízo.

O magistrado ressaltou que o médico não impugnou de forma consistente o conteúdo das gravações, sendo suficiente a escuta direta para comprovação dos fatos. A análise das conversas demonstrou extrapolação dos deveres de urbanidade, empatia e respeito, com uso de tom elevado e generalizações depreciativas. A sentença reconheceu o dano moral in re ipsa, decorrente da própria conduta ilícita, considerando a vulnerabilidade do paciente durante a consulta. Também foi reconhecida a responsabilidade objetiva da operadora de saúde, nos termos do CDC, por se tratar de profissional credenciado. O valor da indenização levou em conta a gravidade da conduta e o caráter pedagógico da condenação. 

PROCURADOR-GERAL PEDE SUSPENSÃO DA LEI QUE PROÍBE COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES

Lei suspensa - JP MesserO procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu no STF a suspensão imediata da lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades. Segundo ele, a norma encerra abruptamente políticas afirmativas sem avaliação de seus efeitos e viola a Constituição. O posicionamento foi apresentado em ADI relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Gonet afirmou que há jurisprudência consolidada do STF reconhecendo a constitucionalidade das ações afirmativas raciais. A interrupção sem análise prévia afronta a igualdade material, a vedação ao retrocesso social e o combate ao racismo. A lei catarinense proíbe cotas raciais, vagas suplementares e ações afirmativas em universidades públicas ou financiadas com recursos públicos. Permite apenas reservas para pessoas com deficiência, critérios econômicos e egressos da rede pública estadual. A legislação prevê sanções como multa de R$ 100 mil, nulidade de certames, corte de repasses e responsabilização de gestores.

Para a PGR, a norma viola a autonomia universitária e gera “discriminação negativa”. O parecer destaca que a igualdade racial no acesso ao ensino superior ainda não foi alcançada no estado. Gonet lembra que o STF entende que o fim das cotas exige avaliação e critérios objetivos. Em 2024, a Corte decidiu que o encerramento automático dessas políticas é inconstitucional. A urgência da cautelar decorre do impacto imediato em vestibulares e matrículas, como os da Udesc. Apesar de suspensão temporária pelo TJ-SC, a PGR defende decisão do STF para evitar conflitos. No mérito, o governo estadual sustenta que a Constituição não obriga cotas raciais. Alega ainda que a população catarinense é majoritariamente branca. Gonet conclui pela suspensão da lei até o julgamento final.

 

CEARÁ PODE LIBERAR DOIS MIL PRESOS

Governo do CE suspende visitas a presos após estupro de menina em cadeia -  16/10/2018 - Cotidiano - FolhaO déficit de vagas no sistema penitenciário do Ceará pode resultar na liberação de quase dois mil presos nos próximos 30 dias. Para lidar com a falta de vagas no regime semiaberto, juízes das quatro Varas de Execução Penal de Fortaleza instituíram um mutirão para revisar prisões de apenados aptos à progressão de regime. Cerca de 4 mil internos podem progredir para o semiaberto, mas o único presídio destinado a esse regime comporta aproximadamente 1.400 homens, gerando déficit de cerca de 2 mil vagas. O Ministério Público do Ceará (MPCE) manifestou preocupação e solicitou intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) afirma que a progressão prioriza presos com bom comportamento, não reincidentes e sem vínculos com facções, defendendo medidas urgentes diante da crise do sistema prisional. Já o MP sustenta que o mutirão compromete a individualização da pena e a segurança pública. O mutirão começou em 26 de janeiro e segue até fevereiro de 2026, com possibilidade de monitoramento eletrônico dos beneficiados. A Defensoria Pública participa da iniciativa, afirmando tratar-se de medida excepcional do programa Pena Justa. O MP alerta para risco de liberação indiscriminada de presos e questiona a fixação de limites de vagas pelos juízes. O Estado anunciou a construção de três novos presídios, com cerca de 4 mil vagas, previstas para 2026, visando reduzir a superlotação. 

JUIZ MANDA BB MANTER AGÊNCIAS

Um contrato celebrado entre o Tribunal de Justiça do Maranhão e o Banco de  Brasília colocou o Judiciário maranhense no centro de um debate nacional  sobre a administração de depósitos judiciais. OO juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, determinou que o Banco do Brasil mantenha atendimento presencial completo em agências de quatro municípios do Maranhão, incluindo a capital. A decisão também obriga o banco a manter agências em outros seis municípios e as unidades Alemanha e Anil, em São Luís, impedindo que sejam transformadas em postos de atendimento. Caso já tenham sido fechadas ou convertidas, deverão retomar o funcionamento com estrutura e pessoal adequados. Além disso, o Banco do Brasil foi condenado ao pagamento de R$ 54 milhões por danos morais coletivos ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

A decisão resulta de ação do Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) contra o Plano de Reorganização anunciado em janeiro de 2021. Segundo o instituto, a medida é abusiva por alterar unilateralmente serviços essenciais, agravando riscos sanitários durante a pandemia da Covid-19. O Ibedec destacou que o Maranhão tem o menor acesso à internet do país, segundo o IBGE, e que o atendimento exclusivamente digital exclui idosos, aposentados e trabalhadores rurais. Para o magistrado, embora a livre iniciativa seja garantida pela Constituição, ela deve respeitar a defesa do consumidor e a função social da empresa. O juiz afirmou ainda que o lucro do banco não pode se sobrepor aos impactos sociais causados à população. 

ISRAEL RECONHECE 70 MIL PALESTINOS MORTOS

Israel reconhece que 70 mil palestinos foram mortos durante guerra em GazaPela primeira vez, as Forças Armadas de Israel reconheceram que ao menos 70 mil palestinos morreram na guerra na Faixa de Gaza, confirmando números do Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. Segundo o órgão, 71.667 pessoas morreram desde o início do conflito, em outubro de 2023, encerrado com um cessar-fogo em outubro de 2025. Antes disso, Israel questionava os dados e afirmava apenas ter matado cerca de 22 mil combatentes do Hamas. A ONU considera os números do Ministério geralmente confiáveis, embora estudos independentes apresentem divergências: um, da Universidade de Londres, estimou até 75 mil mortos, enquanto outro, da Austrália, afirmou que os dados estariam inflados.

Israel sustenta que os números não diferenciam civis de combatentes e nega mortes por fome. Mesmo assim, a crise humanitária levou entidades como a Anistia Internacional a acusarem Israel de genocídio, acusação negada pelo governo israelense e seus aliados. O caso segue em análise na Corte Internacional de Justiça. Com o fim da primeira fase do cessar-fogo, o acordo entra em um momento decisivo. A próxima etapa prevê a reabertura da fronteira de Rafah e o desarmamento do Hamas, condição que o grupo afirma não aceitar.

 

DESCOBERTO PLANETA DO TAMANHO DA TERRA

DESCOBRIRAM UM PLANETA IGUAL A TERRA, SERÁ O NOSSO FUTURO?Astrônomos descobriram um novo planeta do tamanho da Terra, com chance de estar em uma zona habitável. O planeta foi batizado de HD 137010 b e está localizado a cerca de 150 anos-luz da Terra, dentro da Via Láctea. A descoberta foi feita por pesquisadores da UniSQ, em parceria com cientistas de Harvard e Oxford, e publicada na revista Astrophysical Journal LettersO HD 137010 b tem tamanho muito próximo ao da Terra, cerca de 6% maior, e orbita sua estrela a uma distância semelhante à de Marte. Por isso, é descrito como um “ponto de encontro” entre a Terra e Marte. Essa posição o coloca na chamada zona habitável da estrela, onde a água poderia existir em estado líquido.

Segundo o astrônomo Alex Venner, há cerca de 50% de chance de o planeta ser habitável, estando no limite do que é considerado possível. Apesar do interesse gerado, o HD 137010 b ainda é um planeta candidato, pois precisa de novas observações para confirmação. A estrela HD 137010 é semelhante ao Sol, porém mais fria e menos brilhante. Assim, o planeta recebe menos de um terço da luz e do calor que a Terra recebe. A temperatura máxima estimada é de cerca de -68 °C, valor próximo à média da superfície de Marte. Novos estudos poderão confirmar o planeta e avaliar se há condições para água líquida e vida. 

MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 30/01/2026

CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF

Caso Master: em acareação, versões opostas de Vorcaro e Costa

Dono do banco e ex-presidente do BRB divergem sobre a procedência de carteiras vendidas à instituição do Distrito Federal. Vídeos das alegações dos dois e de depoimentos à Polícia Federal têm sigilo derrubado pelo relator do caso, Dias Toffoli

O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ

Nos bastidores do STF, ministros defendem que Moraes passe Bolsonaro para prisão domiciliar

Gilmar Mendes ajudou a convencer o relator da trama golpista a receber Michelle em seu gabinete

FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP

PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

Material apreendido em operação tem menções a autoridades com foro especial, segundo investigadores Caso pode ser desmembrado, com inquérito remetido à 1ª instância e abertura de novas apurações sobre políticos

TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA

PSB articula filiação de deputados do PP e de Zé Cocá em fevereiro

O anúncio de filiação de deputados estaduais do PP e do prefeito de Jequié, Zé Cocá, ao PSB da Bahia deve ocorrer em fevereiro

CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS

Granizo causa danos e Gramado registra maior precipitação acumulada no RS nesta quinta

Cidade na região das Hortênsias registrou precipitação acumulada de 69,3 milímetros nas últimas 12 horas, conforme a Defesa Civil do RS

DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT 

Mau tempo. Mais de 290 mil continuam sem eletricidade e há ainda interrupções na circulação de comboios 

Na sequência do rasto de destruição causado pela depressão Kristin, o comissário europeu da Energia e Habitação desloca-se esta sexta-feira à Marinha Grande com o ministro da Presidência.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

RADAR JUDICIAL

Plano deve fornecer medicamento fora do rol da ANS para tratamento de câncerMEDICAMENTO DE ALTO CUSTO FORA DO ROL DA ANS


RÚSSIA PERDEU 1,2 MILHÕES DE SOLDADOS NA UCRÂNIA

Rússia perdeu mais de um milhão de soldados, diz Kiev | EuronewsCerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou desapareceram desde fevereiro de 2022, segundo relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado na quarta, 28. É o maior número de baixas em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. O documento estima as perdas ucranianas entre 500 mil e 600 mil no mesmo período. Para o CSIS, a Rússia paga um preço extraordinário por ganhos mínimos no campo de batalha. Desde 2022, Moscou acumula quase 1,2 milhão de baixas, mais do que qualquer grande potência no pós-guerra. Mantido o ritmo atual, as perdas combinadas podem chegar a 2 milhões até a primavera de 2026. Em comparação, os EUA perderam 54.487 soldados na Guerra da Coreia. Na Guerra do Vietnã, foram 47.434 mortes. Na Guerra do Golfo, 149. Em operações no Afeganistão, 2.465. No Iraque, 4.432. Somadas, as baixas de Rússia e Ucrânia superam em cinco vezes as guerras russas e soviéticas desde 1945.

O relatório também contesta a ideia de que a Rússia esteja perto da vitória. O avanço lento em múltiplas ofensivas evidencia o caráter desgastante do conflito. Romper defesas fortificadas tem se mostrado difícil para as forças russas. Kiev emprega defesa em profundidade com trincheiras, obstáculos, minas, drones e artilharia. Isso tem limitado ganhos territoriais expressivos. Segundo o CSIS, a Rússia tomou cerca de 75 mil km² desde 2022. Hoje controla cerca de 120 mil km², aproximadamente 20% da Ucrânia. A área é semelhante ao tamanho do estado da Pensilvânia. Ainda assim, os resultados ficam aquém do objetivo de conquistar militarmente o país. Paralelamente, Moscou mantém a ofensiva aérea. Um ataque de drone atingiu um trem civil no nordeste da Ucrânia na terça, 28. Ao menos cinco pessoas morreram, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. Ele classificou o episódio como ato de terrorismo.
O ataque reforça a escalada de violência contra alvos civis. E evidencia os custos humanos contínuos da guerra. 

OMB E AMB EM DISPUTA PARA EMITIR TÍTULOS

Novo Sistema de Títulos de Especialista da AMB é lançado e apresentado às  sociedades de especialidades médicas – AMBO Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova criada para avaliar a qualidade da formação dos médicos no Brasil, em meio à explosão de cursos de Medicina e ao aumento de médicos generalistas. Os resultados recentes mostraram que cerca de um terço das faculdades não atingiu o nível mínimo de proficiência, reacendendo o debate sobre qualidade e regulação da profissão. Nesse cenário, surgiu a Ordem Médica Brasileira (OMB), entidade criada em 2023, que passou a propor exames próprios para conceder títulos de especialista fora do modelo reconhecido hoje. Atualmente, a legislação (decreto nº 8.516/2015) só reconhece dois caminhos para o título: residência médica credenciada ou aprovação em prova das sociedades ligadas à Associação Médica Brasileira (AMB).

A OMB argumenta que a AMB exerce um “monopólio” e defende a livre concorrência. Já a AMB e o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmam que não há respaldo legal para a nova entidade emitir títulos. A disputa gerou uma série de ações judiciais entre AMB, CFM e OMB, incluindo acusações de calúnia e tentativas de impedir eventos e exames. O CFM afirma que títulos emitidos pela OMB não serão aceitos para registro oficial de especialista (RQE). Especialistas avaliam que, por se tratar de uma profissão regulada, a Justiça tende a manter o modelo atual. O debate ocorre em um contexto de déficit de vagas de residência e crescimento de pós-graduações sem reconhecimento oficial, o que pressiona o sistema e alimenta a controvérsia.

  

ASSINATURA A ROGO EM NEGÓCIO, ENVOLVENDO ANALFABETO

Analfabeto que não sabe ler, nem escrever pode assinar um contrato de  prestação de serviços? (Assinatura a rogo). | JusbrasilA validade de empréstimo consignado firmado por pessoa analfabeta depende de assinatura a rogo com duas testemunhas, conforme o artigo 595 do Código Civil. A contratação exclusivamente eletrônica, sem auxílio de terceiro, viola o dever de informação e resulta na nulidade do negócio jurídico. Com esse entendimento, a 5ª Câmara de Direito Comercial do TJSC deu provimento à apelação de um consumidor para declarar nulos contratos de empréstimo firmados com instituição bancária, determinando a devolução dos valores descontados. O caso envolve idoso analfabeto que sofreu descontos em benefício previdenciário decorrentes de empréstimos consignados.

O consumidor alegou contratação eletrônica sem leitura ou explicação das cláusulas por terceiro, sustentando violação à sua hipervulnerabilidade. A relatora, desembargadora Soraya Nunes Lins, reconheceu entendimento diverso da sentença. Destacou ausência de prova de auxílio ao contratante e violação ao dever de informação. Aplicou o artigo 6º, inciso III, do CDC. Ressaltou que o analfabetismo não gera incapacidade civil, mas exige cautelas adicionais do fornecedor. Reconhecida a nulidade, houve retorno ao status quo ante. 

MULHER, EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO, RECEBERÁ R$ 1,4 MILHÃO

Uma mulher de 59 anos deverá receber R$ 1,4 milhão de reais após passar 40  anos em situação que a Justiça considerou análoga à escravidão na casa de  uma família, na Bahia.Uma mulher de 59 anos, de Feira de Santana (BA), deverá receber R$ 1,4 milhão após ter vivido por 42 anos em condições análogas à escravidão. A decisão é do juiz Diego Alírio Sabina, do TRT da 5ª Região (BA), publicada em 19 de janeiro. Segundo o tribunal, a vítima chegou à casa da família em 1982, aos 16 anos, e passou a exercer funções de empregada doméstica em período integral. Durante mais de quatro décadas, não recebeu salários nem férias e morava em um cômodo precário nos fundos do imóvel. O magistrado destacou que a mulher, negra, foi mantida em uma “senzala contemporânea”, sem acesso à educação, folgas ou condições dignas. Pela idade precoce, desconhecia seus direitos, o que contribuiu para a permanência na situação.

Já adulta, relatou tentativas de expulsão da residência e restrição ao acesso à comida, com armários trancados. A família nega vínculo empregatício e afirma que ela era “membro da família” e realizava atividades voluntariamente. No entanto, a Carteira de Trabalho foi assinada em 2004, com autenticidade confirmada por perícia, e houve recolhimentos previdenciários até 2009. A condenação totaliza R$ 1.450.699,59, incluindo salários, FGTS, anotação retroativa da admissão (1982) e R$ 500 mil por danos morais. A decisão ainda cabe recurso. O juiz concluiu que os registros e testemunhos comprovam a relação de emprego e a tentativa de dissimulá-la ao longo dos anos.