Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo iraniano, afirmou que as conversas dependem do desbloqueio de US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados pelos EUA. Divergências sobre o programa nuclear, sanções econômicas e o controle do estreito dificultam avanços diplomáticos. No Líbano, um ataque israelense matou três militares libaneses. O Hezbollah rejeitou um novo acordo de cessar-fogo por não prever a retirada total de Israel do país. O presidente libanês, Joseph Aoun, pediu que o Irã não interfira nos assuntos libaneses, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi rebateu as críticas. Desde o início do conflito, os ataques israelenses no Líbano deixaram mais de 3.560 mortos. Do lado israelense, morreram 27 militares e um funcionário civil terceirizado.
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domingo, 7 de junho de 2026
ESTADOS UNIDOS VIOLAM CESSAR-FOGO NO IRÃ
O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril após ataques a instalações de radar e vigilância costeira no Golfo. Teerã classificou a ação como uma agressão à sua soberania e respondeu com o lançamento de mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido “bases inimigas na região”. O Bahrein denunciou o disparo de sete mísseis contra seu território e o do Kuwait, enquanto ambos os países condenaram a ofensiva iraniana e alertaram para o risco de escalada do conflito. A nova crise começou após o Comando Central dos EUA informar que derrubou quatro drones iranianos próximos ao estreito de Hormuz e atacou dois sistemas de radar no Irã. Segundo o Pentágono, não houve baixas nem danos a instalações americanas. O cessar-fogo, estabelecido após mais de um mês de confrontos, vinha sendo mantido com episódios isolados de violência. As negociações para encerrar o conflito e reabrir o estreito de Hormuz seguem paralisadas.
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