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domingo, 14 de junho de 2026

ENDIVIDAMENTO ATINGE 81,6 POR CENTO


O endividamento das famílias brasileiras atingiu 81,6% em maio, o maior nível da série histórica e o quinto mês consecutivo de alta, segundo a CNC. Em abril, o índice era de 80,9%. A pesquisa mostra que o cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida, presente em 84,6% dos lares endividados. O avanço do endividamento afeta principalmente as famílias de menor renda, elevando a inadimplência para 38,6% entre aquelas que recebem até três salários mínimos. O percentual de famílias que se consideram muito endividadas chegou a 17%, o maior patamar desde junho de 2024, aumentando a cautela no mercado. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o cenário exige medidas que facilitem a renegociação das dívidas e a recuperação financeira dos consumidores. Com previsão de novas altas nos próximos meses, cresce a expectativa em torno do programa Desenrola 2.0, que pode repetir os efeitos positivos observados na primeira edição.

A inadimplência geral subiu para 29,9% em maio. Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, os juros elevados e a inflação reduzem o poder de compra e aumentam a percepção de risco das famílias. Apesar disso, houve sinais de melhora na qualidade das dívidas. O percentual de famílias com débitos superiores a um ano chegou a 33,3%, enquanto o comprometimento médio da renda caiu para 29,3%. Além disso, o tempo médio de atraso recuou para 65 dias, e as dívidas com mais de 90 dias de atraso caíram para 49,3%, o menor índice do ano, favorecidas pela melhora da renda média e pelo controle da inflação. 

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