O presidente do STF, ministro Edson Fachin, rejeitou o pedido de suspeição apresentado por quatro senadores contra o ministro Kassio Nunes Marques, relator do mandado de segurança que trata da CPI do Banco Master. Os senadores Eduardo Girão (Novo), Alessandro Vieira (MDB), Marcos Pontes (PL) e Plínio Valério (PSDB) alegaram que Nunes Marques teria relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP), investigado por suposto envolvimento no escândalo financeiro ligado ao Banco Master. Na decisão, Fachin considerou o pedido incabível por ter sido apresentado fora do prazo previsto no Regimento Interno do STF. Segundo ele, a contestação deveria ter sido feita em até cinco dias após a distribuição do processo, ocorrida em 26 de março de 2026. O prazo expirou em 31 de março, mas o pedido só foi protocolado em 12 de maio. A CPI do Banco Master é defendida por parlamentares desde novembro do ano passado, mas ainda não foi instalada devido à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), responsável por decidir sobre a leitura do requerimento. Nesta semana, ele afirmou ser contrário à comissão por considerar que ela serviria de “palanque eleitoral”.
Diante da falta de avanço no Senado, os parlamentares recorreram ao STF para pedir a abertura da CPI. O caso foi distribuído por sorteio a Kassio Nunes Marques. Os autores do pedido de suspeição destacaram a proximidade entre Nunes Marques e Ciro Nogueira. Em 2020, o senador foi um dos principais articuladores da indicação do ministro ao STF, durante o governo Jair Bolsonaro. Ciro Nogueira é investigado na quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. Segundo as investigações, ele teria atuado no Congresso em defesa dos interesses da instituição.
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