O candidato à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, pediu ontem, 12, a recontagem de todas as atas eleitorais que possam ser revisadas pela legislação, devido à diferença mínima de votos para sua adversária, Keiko Fujimori. Com 98,27% das urnas apuradas, Keiko liderava a disputa com 50,004% dos votos, vantagem de apenas 1.616 votos. Em mensagem publicada na rede X, Sánchez convidou Fujimori a atuar conjuntamente em defesa da transparência do processo eleitoral. Segundo ele, a margem extremamente apertada exige uma revisão detalhada para eliminar qualquer dúvida sobre a vontade expressa nas urnas. O candidato propôs uma análise e recontagem de todas as atas passíveis de revisão, respeitando as instituições e as normas eleitorais do país.
Dados oficiais apontam que apenas nove urnas ainda aguardam apuração, enquanto 1.595 atas foram encaminhadas ao Jurado Eleitoral Especial (JJE), órgão responsável por analisar possíveis inconsistências. No Peru, a votação é feita em cédulas de papel e cada mesa gera uma ata de resultados. Antes do segundo turno, o órgão eleitoral já havia alertado que a definição do vencedor poderia demorar devido ao equilíbrio entre os candidatos. O presidente do JJE, Roberto Burneo Bermejo, afirmou que a revisão pode se estender até meados de julho. Embora o número de atas sob análise seja pequeno diante das cerca de 92,7 mil existentes no sistema eleitoral peruano, a disputa acirrada pode fazer com que elas influenciem o resultado final.
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