Na consulta pública, cerca de 90% das manifestações foram contrárias ao plano. A SpaceX argumenta que os data centers espaciais economizariam água e energia, além de oferecer serviços digitais de baixa latência em escala global, impulsionando aplicações de inteligência artificial. Especialistas contestam os benefícios ambientais. O astrônomo Hanno Rein classifica a proposta como “greenwashing” e alerta para a necessidade de lançamentos frequentes, já que equipamentos de IA se tornam obsoletos rapidamente. Segundo ele, cada lançamento libera grandes quantidades de gases de efeito estufa. Além disso, os satélites seriam maiores que os atuais modelos da empresa para garantir geração de energia solar e sistemas de resfriamento. Embora a autorização internacional de satélites esteja vinculada à União Internacional de Telecomunicações, a aprovação prática é delegada a órgãos nacionais. Assim, a FCC teria poder para autorizar sozinha uma constelação com até 1 milhão de satélites.
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