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quinta-feira, 4 de junho de 2026

EUA QUEREM AMPLIAR ARMAS NUCLEARES NA EUROPA


Os Estados Unidos discutem a possibilidade de ampliar a presença de armas nucleares em países europeus da Otan, como forma de tranquilizar aliados preocupados com a redução do apoio militar convencional americano. Autoridades dos EUA sinalizaram abertura para expandir o programa além dos seis países que atualmente abrigam aeronaves e bombas nucleares sob o sistema de compartilhamento nuclear da aliança. As negociações, mantidas em sigilo e ainda sem decisão iminente, ocorrem em meio à preocupação europeia com a retirada de tropas e sistemas de armas promovida pelo governo de Donald Trump. A proposta permitiria que mais países recebessem aeronaves de dupla capacidade, aptas a realizar ataques convencionais ou nucleares. Segundo fontes, a iniciativa busca demonstrar que o guarda-chuva nuclear dos EUA continuará garantindo a segurança da Europa, mesmo com a exigência de que os aliados assumam maior responsabilidade pela defesa convencional. Países do flanco oriental da Otan, como Polônia e Estados bálticos, demonstraram interesse em sediar essas capacidades. A Polônia, em especial, já defendeu publicamente a instalação de armas nucleares americanas em seu território.

O debate ganhou força após a invasão da Ucrânia pela Rússia e as frequentes referências do presidente Vladimir Putin ao arsenal nuclear russo. Atualmente, Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Turquia e Reino Unido participam do programa de compartilhamento nuclear da Otan. As armas permanecem sob controle dos EUA, mas forças aéreas aliadas são treinadas para operar em missões nucleares autorizadas por Washington. Para muitos países europeus, embora aumentem os investimentos em defesa, a proteção nuclear americana continua sendo considerada insubstituível. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que, apesar do maior foco dos EUA em outras regiões, a capacidade de dissuasão e defesa da Europa deve permanecer inalterada, advertindo que qualquer ataque à aliança receberá uma resposta devastadora. 

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