Um repasse de R$ 102 milhões feito pelo Banco Master entre 2023 e 2025 pode ligar a instituição de Daniel Vorcaro ao setor de postos de combustíveis investigado por supostas conexões com o crime organizado. Os pagamentos foram destinados à Metanoein Participações e Consultoria, oficialmente classificados como prestação de serviços. A empresa é alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa no Rio de Janeiro. A sócia-administradora, Rose Evelyn Machado Coité, é apontada pelo Ministério Público Federal como controladora de uma rede de postos operada por meio de laranjas. Apesar da fama de empresária do ramo em Bangu, ela não aparece formalmente como proprietária de postos. A Metanoein atua oficialmente nos setores de consultoria e serviços administrativos. Desde a operação Carbono Oculto, as investigações avançam sobre a infiltração do crime organizado no mercado de combustíveis e no sistema financeiro. Documentos revelam pedido do MPF para bloquear contas e aplicações de Rose Evelyn, filhos e outros investigados ligados a 46 empresas. O caso corre sob sigilo.
As apurações também analisam possíveis vínculos com a família do bicheiro Rogério de Andrade. Um dos alvos foi o posto Castor, cujo histórico inclui relações empresariais com o falecido advogado César Coité, marido de Rose Evelyn. A Metanoein apresenta semelhanças com a Mídias Promotora, outra empresa que recebeu R$ 126,6 milhões do Master e foi alvo de busca e apreensão em investigação sobre investimentos do Rioprevidência. As duas companhias funcionam no mesmo endereço em Bangu, participaram de estruturas societárias semelhantes e estão entre as maiores recebedoras de recursos do banco, segundo dados enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado.
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