Um dos principais alvos é o Pix. Segundo o documento, o Banco Central favorece o sistema brasileiro de pagamentos ao exigir sua oferta e destaque nos aplicativos bancários, prejudicando empresas americanas concorrentes. Para Washington, essa política cria vantagens indevidas ao Pix e discrimina prestadores de serviços dos EUA. As possíveis tarifas ainda serão discutidas. O governo americano receberá manifestações até 1º de julho e realizará audiência pública em 6 de julho. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as negociações com os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump continuam e que espera avanços antes de qualquer decisão final. A conclusão da investigação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, incluindo divergências sobre comércio, regulação digital e segurança pública. Especialistas avaliam que a iniciativa possui forte componente político, embora algumas reclamações comerciais apresentadas pelos EUA tenham fundamento econômico.
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terça-feira, 2 de junho de 2026
ESTADOS UNIDOS INSURGEM CONTRA O PIX
O governo dos Estados Unidos concluiu a investigação comercial aberta contra o Brasil em julho de 2025 e concluiu que determinadas práticas brasileiras são “irrazoáveis” e restringem o comércio americano. O relatório, divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), propõe tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros, embora a medida ainda dependa de consultas públicas e novas negociações. As críticas abrangem seis áreas: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais concedidas a México e Índia, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal. No comércio digital, os EUA questionam decisões judiciais brasileiras que determinaram a remoção de conteúdos e o bloqueio de perfis em redes sociais. Também apontam falhas no combate à pirataria e à falsificação de produtos, além de atrasos na concessão de patentes. O relatório afirma ainda que o Brasil não oferece reciprocidade às exportações americanas de etanol e não aplica de forma eficaz sua legislação ambiental para conter o desmatamento ilegal.
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