CONCILIADORES NÃO GANHAM SEM AUDIÊNCIA
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve a validade do Decreto nº 281/2025 do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que impede o pagamento de honorários a conciliadores quando as audiências não ocorrem por ausência das partes. A decisão foi unânime e seguiu voto do conselheiro Fabio Esteves, em sessão realizada em maio de 2026. O conciliador autor do recurso alegava que a norma violava a política nacional de conciliação e gerava enriquecimento sem causa do Estado. Segundo ele, mesmo sem a realização da audiência, há trabalho prévio de análise dos processos e permanência à disposição do Judiciário, o que justificaria remuneração. O CNJ, porém, destacou que a questão já havia sido decidida em 2022, reconhecendo que a remuneração dos conciliadores integra a autonomia administrativa e financeira dos tribunais. O Conselho reafirmou ser legítimo vincular o pagamento à efetiva realização da audiência ou à celebração de acordo, inclusive para evitar fraudes. Também rejeitou os argumentos sobre “pauta morta”, suposta obscuridade do edital e existência de fatos novos. Para o relator, o decreto apenas reproduz modelo remuneratório já validado pelo CNJ. A decisão reforça que a atuação dos conciliadores é voluntária e sujeita às regras de remuneração definidas pelo tribunal.
RESISTÊNCIA À LIDERANÇA DE TRUMP
Após aprovar um amplo pacote de cortes de impostos e redução de programas sociais, Donald Trump passou a governar com forte pressão sobre os republicanos, exigindo lealdade e ameaçando adversários políticos. Porém, sua estratégia começou a enfrentar resistência dentro do próprio partido. Na quarta-feira (3), quatro deputados republicanos se uniram aos democratas para exigir que Trump obtenha autorização do Congresso para manter o envolvimento militar dos EUA no conflito com o Irã. Outra derrota ocorreu com a suspensão de um fundo de US$ 1,8 bilhão destinado a compensar aliados que alegam perseguição política. Senadores republicanos como John Cornyn e Bill Cassidy defenderam o encerramento definitivo do fundo por meio de legislação. Também surgiram críticas à indicação de Bill Pulte para a direção interina da inteligência nacional, considerada inadequada por alguns parlamentares. O senador Thom Tillis afirmou estar “cansado de amadorismo” no governo e alertou para os impactos políticos das decisões da Casa Branca. Enquanto assessores de Trump minimizam as divergências, analistas apontam sinais de desgaste de sua influência, especialmente após derrotas de candidatos apoiados por ele nas primárias. Para críticos dentro do partido, Trump ainda mantém força entre os republicanos, mas enfrenta crescente resistência de aliados preocupados com os efeitos eleitorais de suas políticas às vésperas das eleições de meio de mandato.
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