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domingo, 14 de junho de 2026

LIDERANÇA COBRA ALTO PREÇO


Assumir um cargo de liderança é visto como avanço profissional, mas tem cobrado um alto preço de muitos brasileiros. Pesquisa da Conquer In Company revela que sete em cada 10 líderes já pensaram em deixar a função por causa dos impactos na saúde mental. 
O levantamento ouviu 400 líderes e 350 profissionais de RH. Entre os gestores, 88% afirmaram trabalhar sob pressão constante, sendo que 44,6% classificam essa pressão como alta ou extrema. Os reflexos aparecem em sintomas como cansaço mental, esgotamento, estresse e dificuldade para se desconectar do trabalho. As responsabilidades mais desgastantes envolvem desenvolvimento de equipes, gestão de conflitos e equilíbrio entre estratégia e operação. O cenário é agravado pela falta de preparo para cargos de liderança. Segundo a pesquisa, 78% dos gestores assumiram a função sem formação adequada, aprendendo a liderar na prática. Além disso, quase 90% admitem conduzir processos de mudança sem clareza com frequência, enquanto 63% consideram a capacitação de líderes uma prioridade baixa nas empresas.

Para Giovana Chimentão, diretora de educação da Conquer In Company, existe a falsa ideia de que bons profissionais se tornam automaticamente bons líderes, quando a liderança é uma competência que precisa ser desenvolvida. A avaliação dos profissionais de RH reforça esse diagnóstico. Para 58,4%, o investimento em capacitação de lideranças é inexistente ou muito baixo, devido à cultura organizacional e à falta de tempo para treinamentos. Como resultado, 54,1% dos especialistas em RH consideram que os líderes atendem apenas parcialmente às exigências do cargo, especialmente em situações mais complexas. Segundo a pesquisa, embora as empresas reconheçam a importância de formar gestores preparados, ainda enfrentam dificuldades para transformar essa necessidade em prioridade prática.

 

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