Jogadores do Senegal e integrantes da seleção do Uzbequistão também passaram por revistas rigorosas em aeroportos americanos. Já o atacante iraquiano Aymen Hussein enfrentou quase sete horas de interrogatório em Chicago antes de ser liberado; um fotógrafo da delegação foi barrado. As ações ocorrem em meio ao endurecimento das políticas migratórias de Trump, que ampliou restrições a cidadãos de dezenas de países e aumentou significativamente o número de deportações. Organizações de direitos humanos alertam para riscos de detenções arbitrárias, deportações e violações de direitos durante o torneio. Mais de 120 entidades americanas divulgaram um “Aviso aos Viajantes”, pedindo que a Fifa pressione o governo dos EUA por mudanças nas políticas migratórias para garantir segurança e tratamento adequado a torcedores, atletas e jornalistas estrangeiros durante a Copa.
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quarta-feira, 10 de junho de 2026
EUA IMPÕEM SUAS REGRAS E BARRAM TORCEDORES
Os Estados Unidos intensificaram fiscalizações e restrições de entrada às vésperas da Copa do Mundo de 2026, reforçando a política anti-imigração do governo de Donald Trump. A medida tem afetado torcedores, dirigentes, árbitros e integrantes de delegações de países como Irã, Somália, Senegal, Uzbequistão e Iraque. A Federação de Futebol do Irã informou que perdeu sua cota de ingressos para o Mundial poucos dias antes do torneio, impedindo a venda aos torcedores. Além disso, cerca de 15 membros da delegação iraniana, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj, tiveram vistos negados. Outro caso de repercussão foi o do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA após mais de 11 horas de interrogatório. Selecionado para a Copa, ele seria o primeiro árbitro da Somália a atuar em um Mundial. As autoridades alegaram questões de segurança, enquanto a Fifa afirmou não interferir em processos migratórios.
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