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quarta-feira, 10 de junho de 2026

RADAR JUDICIAL


APENAS 28% DOS AMERICANOS ACOMPANHARÃO OS JOGOS

A Copa do Mundo de 2026 começa nos EUA, principal sede do torneio, com 78 dos 104 jogos. Apesar disso, pesquisa do Pew Research Center indica que 66% dos americanos têm pouco ou nenhum interesse em acompanhar a competição, enquanto apenas 28% pretendem seguir os jogos. O interesse é maior entre imigrantes: 54% dizem que acompanharão o Mundial, mais que o dobro dos nascidos no país. Isso ajuda a explicar por que boa parte da atmosfera da Copa nos EUA vem das comunidades estrangeiras. Embora o futebol tenha crescido nas últimas décadas, impulsionado pela MLS e por estrelas como Lionel Messi, ainda compete com esportes tradicionais como futebol americano, basquete e beisebol. A edição de 2026 também será marcada por um esquema de segurança sem precedentes, baseado nas medidas adotadas após os atentados de 11 de Setembro. O torneio ocorre em meio a críticas às políticas migratórias do governo Donald Trump, com relatos de dificuldades de entrada para torcedores e profissionais ligados à Copa. Especialistas avaliam que essas questões afetam a imagem internacional dos EUA, em contraste com o clima de entusiasmo que marcou a Copa de 1994. Ainda assim, muitos veem o Mundial como uma oportunidade de aproximação entre pessoas de diferentes países.


VERSÃO PODEROSA DA IA

A Anthropic lançou ontem, 9, o Fable 5, versão mais poderosa de sua IA disponível ao público, mas com restrições para temas sensíveis como cibersegurança e ataques biológicos. O modelo é o primeiro da classe Mythos aberto ao público. A versão completa, chamada Claude Mythos 5, continua restrita a empresas, organizações e agências governamentais por questões de segurança. Segundo a empresa, o Mythos 5 é capaz de identificar e explorar falhas de segurança com alta precisão. Por isso, o Fable 5 utiliza filtros automáticos que analisam solicitações em tempo real e bloqueiam conteúdos considerados sensíveis. Pedidos relacionados à cibersegurança e biologia geralmente são redirecionados para o modelo inferior Opus 4.8, lançado em maio. A Anthropic afirma ter submetido os filtros a testes de invasão realizados por especialistas externos. Em mil horas de avaliações, ninguém conseguiu desbloquear completamente o sistema. A política de segurança da empresa gerou atritos com o governo de Donald Trump. A Anthropic se recusou a flexibilizar restrições ligadas a usos militares, como vigilância em massa e armas autônomas, o que levou o Pentágono a encerrar contratos com a companhia. O lançamento também traz preços mais altos: até US$ 50 por milhão de tokens, o dobro da tarifa cobrada pelo Opus 4.8. A revisão acompanha o crescimento dos agentes de IA, que ampliam o consumo de processamento. A novidade chega em meio à corrida financeira do setor, com Anthropic e OpenAI preparando ofertas públicas de ações (IPO).


NETANYAHU QUER PERENIZAR NO PODER

Binyamin Netanyahu anunciou, por meio de seu partido, o Likud, que disputará a reeleição para primeiro-ministro de Israel. A eleição, ainda sem data oficial, deve ocorrer até outubro. A confirmação veio após Donald Trump declarar que não sabia se Netanyahu pretendia concorrer novamente. Segundo relato do jornalista Jonathan Karl, da ABC News, Trump elogiou a longa trajetória do premiê e questionou se ele desejaria continuar na política. O pleito será o primeiro desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Desde seu retorno ao poder, em dezembro de 2022, Netanyahu enfrenta críticas, protestos internos e desgaste provocado pelos conflitos em Gaza, Líbano e Irã. Pesquisas recentes indicam dificuldades para sua coalizão conquistar maioria parlamentar. Levantamento do Instituto de Democracia de Israel mostrou que 61% dos israelenses acreditam que ele não deveria disputar novo mandato. Apesar disso, a oposição também enfrenta obstáculos para formar maioria sem o apoio de partidos árabes. Enquanto isso, Netanyahu mantém relação próxima com Trump, embora marcada por divergências recentes sobre a condução dos conflitos regionais e pelas acusações de corrupção que o premiê nega.

NUMEROLOGIA NÃO CONFERE TÍTULO PARA BRASIL

Para quem acredita em numerologia, a Copa de 2026 traz coincidências ligadas ao número 6. Como Jogos Olímpicos e Copas ocorrem em anos pares, o Mundial deste ano termina justamente em um ano final 6, número associado ao sonho do hexacampeonato brasileiro. O Brasil busca a sexta estrela desde 2002 e terá sua sexta tentativa consecutiva de conquistar o título. Das 22 Copas disputadas, apenas três ocorreram em anos terminados em 6: 1966, 1986 e 2006. Em todas elas, a seleção foi eliminada antes da semifinal. Em 1966, caiu ainda na fase de grupos; em 1986, perdeu para a França nos pênaltis nas quartas; em 2006, voltou a ser eliminada pelos franceses na mesma fase. Os campeões foram Inglaterra, Argentina e Itália, respectivamente. Apesar do retrospecto negativo nas Copas, o número 6 sorriu ao Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, com a inédita medalha de ouro conquistada no Maracanã. Resta saber se 2026 finalmente trará o tão esperado hexacampeonato. Para os numerólogos, os sinais estão lançados. Para os demais, vale esperar a bola rolar.

GREVE ESTUDANTIL

Com o fim da greve estudantil da USP, a universidade discute como recompor o semestre letivo após mais de seis semanas de paralisação. O reitor Aluisio Segurado afirmou que haverá reposição de aulas, possivelmente durante as férias de julho, para recuperar conteúdos essenciais. A definição do calendário acadêmico ainda será analisada pelos órgãos colegiados da instituição. A greve começou no fim de abril e afetou as unidades de forma desigual. Nos últimos dias do movimento, 15 das 43 unidades ainda estavam paradas. Outra preocupação é a situação dos calouros, que podem ter a matrícula cancelada se forem reprovados por frequência em todas as disciplinas. A reitoria afirma que está elaborando calendários alternativos para garantir a reposição das atividades e evitar prejuízos acadêmicos aos estudantes. 

PRIMEIRO-MINISTRO CONDENA PROTESTOS ANTI-IMIGRAÇÃO

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, condenou nesta quarta (10) os protestos anti-imigração que resultaram em ataques a minorias étnicas em Belfast, na Irlanda do Norte. Os atos ocorreram após a acusação do sudanês Hadi Alodid, 30, por um ataque com faca que deixou um homem gravemente ferido. Manifestantes, incentivados por vídeos do caso nas redes sociais e por figuras da direita, promoveram atos violentos que culminaram em casas e veículos incendiados. Segundo relatos, famílias negras foram expulsas de suas residências antes dos ataques. Starmer afirmou que “nada justifica a violência” e prometeu aplicar todo o rigor da lei aos envolvidos. A premiê norte-irlandesa Michelle O’Neill classificou os episódios como “atos de covardia repugnantes”. A polícia reforçou o efetivo com mais 200 agentes diante da convocação de novos protestos. A família da vítima, Stephen Ogilvie, pediu calma e ressaltou que a tragédia não deve ser usada para estimular hostilidade contra imigrantes, destacando a contribuição dos migrantes para o país.

Salvador, 10 de junho de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


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