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domingo, 7 de junho de 2026

RADAR JUDICIAL


MILEI PRIVATIZA COMPLEXO HOTELEIRO 

O governo de Javier Milei pretende transferir à iniciativa privada o complexo hoteleiro de Chapadmalal, símbolo do “turismo social” criado por Juan Domingo Perón nos anos 1940. Localizado no litoral argentino, o espaço oferecia férias subsidiadas para trabalhadores, com hospedagem e alimentação a preços acessíveis. A gestão Milei encerrou a obrigação legal de manter o programa e lançou uma concessão privada de 30 anos para o complexo. O governo argumenta que o Estado não deve administrar atividades turísticas e que a iniciativa privada pode valorizar os hotéis. Peronistas, sindicatos e ex-funcionários criticam a medida, afirmando que ela ameaça um patrimônio social e cultural que garantiu acesso ao lazer para milhões de argentinos. O debate reflete a divisão política do país: de um lado, a defesa do Estado enxuto e do livre mercado; de outro, a preservação de políticas sociais associadas ao peronismo. Ex-frequentadores temem que a privatização torne os hotéis inacessíveis para pessoas de baixa renda.


MILHÕES DISPUTAM A CURSO SUPERIOR NA CHINA

Mais de 12,9 milhões de estudantes participam do gaokao, exame que define o acesso ao ensino superior na China. As provas começaram neste domingo (7) e seguem por vários dias, conforme a província e as disciplinas escolhidas pelos candidatos, geralmente entre 17 e 19 anos. O teste reúne mais de 100 questões de gramática, literatura chinesa, matemática, idiomas, humanidades e ciências. Com base em edições anteriores, o g1 selecionou três perguntas de inglês para mostrar o nível de exigência do exame. Segundo especialistas, o gaokao prioriza o domínio técnico da língua inglesa, com foco em regras gramaticais, construções precisas e critérios rigorosos de correção. Já o Enem adota uma abordagem diferente. Nas questões de inglês, o principal objetivo é avaliar a compreensão de textos, a identificação de ideias centrais, relações entre trechos e intenções do autor. A gramática aparece apenas como ferramenta de interpretação, e não como objeto direto de avaliação.


IRÃ PODERÃO ENTRAR, MAS SAIR APÓS OS JOGOS  

Os jogadores da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 terão de entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia das partidas, informou ontem, 6, o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh. Por causa da guerra com os EUA, a equipe transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no noroeste do México. Os iranianos disputarão jogos da fase de grupos em Los Angeles e Seattle. Segundo o diplomata, os atletas poderão entrar nos EUA pela manhã e deverão deixar o país após as partidas. Ele também revelou que 15 integrantes da delegação, entre dirigentes e membros da comissão técnica, ainda não obtiveram vistos americanos, o que representa um desafio para a seleção. O deslocamento entre Tijuana e os EUA poderá ser feito por avião particular ou por via terrestre, conforme orientação da Fifa. Pasandideh afirmou que o Irã respeitará todas as decisões da entidade. 

ATACANTE IRANIANO É DETIDO E INTERROGADO

O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por quase sete horas ao desembarcar no aeroporto de Chicago com a delegação do Iraque para a Copa do Mundo. Segundo um dirigente esportivo iraquiano, o jogador teve o celular inspecionado, mas acabou liberado. Já o fotógrafo da seleção, Talal Salah, passou mais de dez horas sob verificação e teve a entrada nos Estados Unidos negada. As autoridades americanas não comentaram o caso. A Federação Iraquiana de Futebol e o próprio Hussein também não se manifestaram. Torcedores receberam a equipe no aeroporto, poucos dias antes do início do Mundial. O Iraque disputa sua primeira Copa do Mundo em 40 anos e está no Grupo I, ao lado de França, Senegal e Noruega. O torneio, sediado por EUA, Canadá e México, começa na próxima quinta-feira.

DIREITA E ESQUERDA DISPUTAM NO PERU

O Peru decide neste domingo (7/6) seu futuro político em uma disputa entre a direitista Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez, herdeiro de Pedro Castillo. Mais de 27 milhões de eleitores vão às urnas em um país marcado pela instabilidade, que teve oito presidentes na última década. Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, disputando pela quarta vez, promete restaurar a ordem e combater a criminalidade. Já Sánchez aposta no apoio popular e no forte sentimento antifujimorista para conquistar a Presidência. Analistas avaliam que a corrida permanece aberta. O cientista político Eduardo Dargent afirma que Sánchez avançou entre os indecisos, enquanto Keiko enfrenta resistência ligada ao legado do fujimorismo. Pesquisas indicam leve vantagem para o candidato de esquerda. Especialistas alertam, porém, que o próximo presidente terá dificuldades para governar diante de um Congresso que frequentemente confronta o Executivo. Além da insegurança e da crise institucional, o vencedor precisará construir alianças políticas para garantir estabilidade e evitar novos episódios de turbulência no país andino.

PRESIDENTES COM MAIOR TEMPO NO PODER


Salvador, 7 de junho de 2026.

Antonio pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.


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