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domingo, 7 de junho de 2026

CHINA EXECUTOU MAIS PESSOAS E TRUMP BUSCA AUMENTAR A PENA NOS EUA


A China foi o país que mais executou pessoas em 2025, segundo relatório da Anistia Internacional. A entidade afirma que milhares de execuções ocorreram no país e que a pena de morte é usada também como sinal político de combate a ameaças à segurança e à ordem social. O documento aponta que 2025 registrou o maior número de execuções no mundo desde 1981. Ao menos 2.707 pessoas foram executadas judicialmente, alta de 78% em relação a 2024. Pelo menos 17 países realizaram execuções, utilizando métodos como injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzilamento e asfixia por nitrogênio. A China lidera o ranking, seguida por Irã, Arábia Saudita e Iraque. Os Estados Unidos aparecem em sétimo lugar, com 47 execuções, o maior número desde 2009. Como o governo chinês mantém os dados sob sigilo, a Anistia utiliza relatos de familiares, advogados, organizações civis e informações da imprensa para estimar os casos. Desde 2009, a entidade deixou de divulgar números exatos para a China, alegando que os dados disponíveis são incompletos e inferiores à realidade.

Mesmo sem estatísticas oficiais, a organização sustenta que milhares de pessoas continuam sendo condenadas à morte e executadas anualmente no país. Entre os crimes passíveis de pena capital estão tráfico de drogas, homicídios, corrupção, espionagem e crimes contra a segurança nacional. O Ministério das Relações Exteriores chinês rejeitou o relatório, afirmando que a Anistia tem preconceito contra o país. Segundo Pequim, a pena de morte é aplicada de forma “rigorosa e prudente”, com controle e redução gradual de seu uso. O relatório também destaca que 46% das execuções conhecidas no mundo em 2025 estiveram ligadas ao tráfico de drogas. O aumento global foi impulsionado principalmente pelo Irã, que registrou ao menos 2.159 execuções, o maior nível em décadas. Nos EUA, o crescimento foi puxado pela Flórida e pela retomada da defesa da pena de morte pelo governo do presidente Donald Trump. Além disso, foram registradas 2.334 novas sentenças de morte no mundo, alta de 12% em relação ao ano anterior.

 

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