TRUMP EM QUEDA LIVRE DE POPULARIDADE
O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou os ataques à imprensa em meio à queda de sua popularidade, transformando jornalistas e veículos de comunicação em alvos frequentes para mobilizar sua base de apoiadores. Neste mês, Trump interrompeu uma entrevista à NBC após ser pressionado sobre alegações de fraude eleitoral em 2020. Irritado, retirou o microfone, encerrou a conversa e chamou a jornalista Kristen Welker de “corrupta ou estúpida”. Também atacou emissoras como CNN, CBS e ABC. Outras jornalistas, como Kaitlan Collins (CNN) e Norah O’Donnell (CBS), foram alvo de ofensas semelhantes. A CBS tornou-se foco de uma ofensiva mais ampla após Trump processar a emissora por uma entrevista com Kamala Harris. O caso terminou com um acordo de US$ 16 milhões, sem admissão de irregularidades. O presidente também atacou figuras do entretenimento, como o humorista Stephen Colbert. A escalada dos confrontos coincide com a queda de sua aprovação, que atingiu 35%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Após o início da guerra contra o Irã, Trump passou ainda a acusar parte da imprensa de agir contra os interesses dos EUA e favorecer a propaganda iraniana.
DÍVIDAS ANTIGAS SERÃO EXTINTAS
Dívidas antigas poderão ser extintas com uma nova regra aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida permite o encerramento de processos de cobrança sem andamento há mais de 15 anos, especialmente execuções fiscais sem perspectiva de recuperação. A regra vale quando o credor não movimenta a ação nem indica bens do devedor por longo período. Também alcança processos suspensos há mais de seis anos. Antes da extinção, os tribunais deverão intimar os credores, que terão 90 dias para indicar bens ou adotar medidas para dar andamento à cobrança. Caso não haja manifestação, a Justiça poderá reconhecer a prescrição intercorrente e encerrar o processo. Com isso, o poder público perde o direito de cobrar a dívida judicial e administrativamente. O CNJ afirma que a medida reduzirá o estoque de ações antigas, diminuirá custos e aumentará a eficiência do Judiciário. A resolução também permite reunir diferentes débitos de um mesmo contribuinte em uma única ação, simplificando a cobrança fiscal.
MAGISTRADOS DEVOLVERÃO VALORES
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) devolva valores pagos indevidamente a magistrados, os chamados “penduricalhos”. A decisão, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques, foi tomada após auditoria que identificou falhas no cálculo de benefícios. O tribunal foi autorizado a descontar os valores diretamente da folha de pagamento nos meses de junho e julho e deverá comprovar a quitação dos débitos ao CNJ. A auditoria apontou irregularidades em verbas como abono de férias, 13º salário, férias indenizatórias e licença compensatória. Segundo o CNJ, parcelas temporárias foram incluídas indevidamente na base de cálculo desses benefícios. Entre os casos analisados, um magistrado recebeu cerca de R$ 33 mil acima do valor considerado correto. Também foram identificadas diferenças expressivas em férias indenizatórias e outras verbas. A medida busca corrigir pagamentos acima do teto constitucional e reforçar o controle sobre gastos no Judiciário.
PETROBRAS ASSINA ACORDO COM PEMEX
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal deve assinar ainda em junho um memorando de entendimento com a Pemex, estatal mexicana, para avaliar oportunidades de negócios no México. O acordo prevê compartilhamento de dados e informações e poderá abrir caminho para parcerias em exploração, produção e refino de petróleo. A Petrobras vê potencial em águas profundas do Golfo do México e na recuperação de campos maduros. Atualmente, a presença da estatal no país ocorre por meio da Braskem, que enfrenta dificuldades financeiras em sua parceria com o grupo Idesa. Magda participou da cerimônia de reocupação da sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, após ampla reforma. A diretoria será uma das primeiras áreas a retornar ao prédio, inaugurado em 1974 e considerado um marco da arquitetura brutalista. A modernização custou R$ 1,3 bilhão e incluiu a renovação de sistemas e infraestrutura. O evento contou com autoridades locais e parlamentares.
SUSPENSO ACESSO À INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A Anthropic suspendeu ontem, 12, o acesso aos modelos de inteligência artificial Fable 5 e Mythos 5 após ordem de segurança nacional do governo dos Estados Unidos. A empresa informou ter recebido uma diretriz que proíbe o acesso de cidadãos estrangeiros aos modelos, incluindo funcionários estrangeiros da própria companhia. Por isso, o serviço foi desativado imediatamente para todos os usuários. Segundo a Anthropic, o governo acredita ter identificado uma forma de contornar restrições do Fable 5, o que poderia facilitar atividades de hacking. Lançado na terça-feira (9), o Fable 5 é uma versão limitada do Mythos 5, criado para identificar vulnerabilidades em softwares. A empresa afirma ter analisado o suposto método de desbloqueio, mas discorda da retirada dos modelos, alegando que eles não oferecem capacidades superiores às já disponíveis em outras IAs públicas. A medida ocorre em meio a disputas da Anthropic com o governo Trump sobre o uso da tecnologia para vigilância em massa e armas autônomas, o que levou ao cancelamento de contratos com o Pentágono.
RUA, EM NOVA YORK, COM NOME DE PELÉ, TEMPORARIAMENTE
Às vésperas da Copa do Mundo, Nova York homenageou temporariamente Pelé e Thierry Henry com nomes de ruas. Em Queens, o cruzamento entre Shea Road e Meridian Road recebeu a placa “Pelé Way”, em referência à passagem do brasileiro pelo New York Cosmos entre 1975 e 1977. Em Manhattan, foi inaugurada a “Thierry Henry Way”, celebrando o campeão mundial francês de 1998 e ex-jogador do New York Red Bulls. Henry agradeceu à cidade e afirmou que sua família se sentiu honrada com a homenagem. No sábado (13), o prefeito Zohran Mamdani também exaltou Sócrates nas redes sociais, destacando seu papel na Democracia Corintiana durante a ditadura militar brasileira. As homenagens permanecerão até 1º de novembro.
Santana, 14 de junho de 2026.
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