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quarta-feira, 3 de junho de 2026

CUMANÁ SÍMBOLO DA CRISE ECONÔMICA E SOCIAL NA VENEZUELA


A cidade de Cumaná, no leste da Venezuela, enfrenta uma grave crise marcada pela escassez de água potável, apagões diários e degradação da infraestrutura. Enquanto Caracas vive sinais de recuperação econômica após a queda de Nicolás Maduro, o interior do país permanece devastado. Antigo polo industrial e pesqueiro, Cumaná prosperou por décadas com fábricas de conservas, estaleiros e uma unidade da Toyota. Porém, as estatizações promovidas por Hugo Chávez, somadas à má gestão econômica e à hiperinflação, levaram ao colapso da atividade produtiva. Hoje, muitas fábricas estão abandonadas e a cidade depende fortemente da ajuda estatal. A crise se agravou após um deslizamento atingir o sistema de abastecimento de água, provocando racionamento severo. Moradores disputam água distribuída por caminhões, enquanto os preços cobrados por fornecedores privados se tornaram inacessíveis para grande parte da população.

Escolas suspenderam aulas e empresas fecharam devido à falta de água. A população também enfrenta temor de represálias políticas por críticas ao governo local. Outro símbolo do declínio é a Universidade do Oriente, antes referência acadêmica na América Latina. Após anos de saques e abandono, a instituição está em ruínas e atende apenas uma pequena parcela dos estudantes de antigamente. Além disso, apagões frequentes afetam o comércio e a rotina dos moradores. Em lixões da cidade, idosos buscam alimentos e materiais recicláveis para sobreviver. Apesar da precariedade, murais governistas continuam espalhados por Cumaná, contrastando com a dura realidade vivida pela população. A cidade, uma das mais antigas da América do Sul, tornou-se símbolo da crise econômica e social que ainda atinge grande parte da Venezuela. 

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