Haydee Gómez Suárez, de 63 anos, perdeu peso e sobrevive com apenas uma refeição diária. Ela depende da venda de sacos plásticos para padarias, mas a atividade para quando falta energia. Muitos moradores cozinham com restos de madeira e materiais recolhidos do lixo. O contraste com o passado é marcante. Inaugurado em 1983, o conjunto habitacional foi apresentado como exemplo do futuro socialista cubano. Hoje, apartamentos vazios, infiltrações e fuligem refletem o declínio econômico da ilha. Especialistas apontam que a crise resulta tanto das sanções americanas quanto de décadas de subinvestimento, ineficiência econômica e falta de manutenção da infraestrutura. Enquanto a população enfrenta escassez de eletricidade, gás e transporte, forças de segurança continuam recebendo combustível. Para muitos cubanos, discutir as causas da crise tornou-se secundário. O desafio diário é simplesmente sobreviver em meio à falta de recursos e à deterioração das condições de vida.
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quarta-feira, 3 de junho de 2026
CUBA SOFRE COM A CRISE ENERGÉTICA
A crise energética e econômica de Cuba se agravou nos últimos anos, transformando a rotina de milhões de pessoas. Em Santiago de Cuba, moradores recorrem ao carvão, lenha, papelão e plástico para cozinhar devido à escassez de gás e aos frequentes apagões. Yusimi Castellano, de 58 anos, que sofre de asma, prepara refeições em um fogão improvisado dentro de seu apartamento. A cena se repete em um conjunto habitacional construído nos anos 1980 como símbolo do progresso da Revolução Cubana, mas que hoje enfrenta abandono e dificuldades. A situação piorou após medidas do governo Donald Trump que restringiram o fornecimento de petróleo à ilha, afetando especialmente as importações da Venezuela e do México. O regime cubano afirma que suas reservas estão esgotadas e que a rede elétrica, antiga e sucateada, tornou-se cada vez mais instável. Fora de Havana, os apagões chegam a durar até 20 horas por dia. A falta de energia interrompe a produção de gás de cozinha e compromete atividades econômicas básicas. Em Santiago, cidade mais pobre e menos favorecida por remessas do exterior, os impactos são ainda mais severos.
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