Forças do Irã lançaram ontem, 7, o primeiro ataque com mísseis contra Israel desde o cessar-fogo firmado em 17 de abril entre Teerã, Washington e Tel Aviv. A ofensiva ocorreu após Israel bombardear posições do Hezbollah em um subúrbio de Beirute pela primeira vez desde a trégua, reacendendo tensões no Oriente Médio. O ataque iraniano foi limitado: ao menos três barragens de mísseis foram disparadas contra alvos militares no norte de Israel. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido a base aérea de Ramat David. Segundo o Exército israelense, os projéteis foram interceptados e não houve danos. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu contenção às partes e afirmou que solicitará ao premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que evite uma escalada. Trump também lamentou o impacto do episódio nas negociações em andamento com o Irã. Apesar de contatos intensos nos últimos dias, não há sinais concretos de um acordo iminente. O governo iraniano manteve o discurso de pressão, enquanto autoridades israelenses ameaçaram retaliar. Até o momento, não foram registrados ataques contra Tel Aviv, Jerusalém ou bases no centro e sul de Israel.
A crise envolve ainda o controle do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do comércio mundial de petróleo e gás. Sua reabertura faz parte das negociações mediadas por países árabes. Paralelamente, Netanyahu intensificou operações contra o Hezbollah no Líbano. Os bombardeios deste domingo atingiram a região de Dahiyeh, ao sul de Beirute, área densamente povoada e reduto do grupo aliado do Irã. Israel afirma que a ação respondeu ao lançamento contínuo de foguetes contra seu território. As forças israelenses também ampliaram operações no sul do Líbano e emitiram alertas de evacuação para moradores da região de Tiro.
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