Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de importação de ao menos 10% para 60 parceiros comerciais, em mais uma ofensiva protecionista do presidente Donald Trump. A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) após investigação sobre o uso de trabalho forçado em cadeias produtivas. Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido seriam taxados em 10%. Já China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça enfrentariam tarifa de 12,5%. Segundo o USTR, países que proíbem ou se comprometeram a combater importações ligadas ao trabalho forçado receberam taxas menores. Os demais foram enquadrados em alíquotas mais altas. China, União Europeia, Japão, Austrália e Índia reagiram à medida, classificando-a como injustificada ou afirmando manter diálogo com Washington. As metralhadoras tarifárias fazem parte da tentativa de Trump de restabelecer barreiras comerciais derrubadas anteriormente pela Suprema Corte. Elas se baseiam na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, considerada mais sólida juridicamente.
A proposta ainda passará por consulta pública até 6 de julho e audiências a partir de 7 de julho, podendo sofrer alterações antes da implementação. Especialistas alertam para aumento da incerteza no comércio global, custos adicionais para empresas e possíveis impactos sobre inflação, crescimento econômico e cadeias de suprimentos. Entre as exceções estão carne bovina, café, bananas, suco de laranja, tomates, alguns combustíveis e produtos químicos. Metais já sujeitos a outras tarifas também ficaram de fora. O USTR afirma que os países investigados não aplicam de forma eficaz proibições à importação de produtos ligados ao trabalho forçado.
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