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terça-feira, 2 de junho de 2026

CONTAS DO EX-GOVERNADOR CLÁUDIO CASTRO SÃO REJEITADAS


O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou, por três votos a um, as contas do ex-governador Cláudio Castro referentes a 2025. O parecer seguirá para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que dará a decisão final. O julgamento foi retomado nesta segunda-feira (1º), após pedido de vista do conselheiro Christiano Lacerda. O relator, Rodrigo Melo Nascimento, votou pela aprovação com ressalvas, mas foi vencido. O conselheiro José Gomes Graciosa defendeu a rejeição das contas, apontando supostas irregularidades em investimentos financeiros que somariam R$ 5,01 bilhões. Entre os questionamentos estão operações envolvendo o Rioprevidência e instituições financeiras como Mirae Asset, Banco Genial e Banco Master. Segundo Graciosa, auditoria identificou superavaliação de R$ 1,13 bilhão no ativo circulante do Rioprevidência por falta de provisões para perdas em investimentos ligados ao Banco Master. O conselheiro também pediu auditorias sobre benefícios fiscais concedidos pelo estado e sobre a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

Os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda acompanharam o voto pela rejeição. Já Thiago Pampolha não votou por ter sido vice-governador na gestão Castro. O TCE tem até quarta-feira (3) para enviar o relatório à Alerj. Caso os deputados confirmem a rejeição, Cláudio Castro poderá enfrentar mais um motivo de inelegibilidade. Em março, ele já havia sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Em nota, o ex-governador afirmou que a decisão contraria pareceres favoráveis anteriores do corpo técnico do tribunal e do Ministério Público de Contas. Disse ainda que sua gestão atuou com transparência, responsabilidade fiscal e legalidade, defendendo a regularidade das operações do Rioprevidência e dos atos relacionados à Refinaria de Manguinhos. O governo do estado informou que realiza auditoria ampla em órgãos da administração pública para reforçar o controle dos gastos e garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

 

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