De janeiro a maio de 2026, as vendas brasileiras aos EUA recuaram 16%, totalizando US$ 14 bilhões, enquanto as importações caíram 12,6%, resultando em déficit acumulado de US$ 1,47 bilhão. Na direção oposta, o comércio com a China continuou em expansão. As exportações brasileiras para o país cresceram 9,5% em maio, alcançando US$ 10,5 bilhões, enquanto as importações aumentaram 24,2%. O saldo comercial com a China foi positivo em US$ 3,7 bilhões no mês. No acumulado do ano, as exportações para o mercado chinês avançaram 21,8%, chegando a US$ 43,3 bilhões, e o superávit atingiu US$ 15,5 bilhões. Os números reforçam a crescente importância da China para o comércio exterior brasileiro, ao mesmo tempo em que evidenciam a perda de dinamismo das relações comerciais com os Estados Unidos em meio às novas barreiras tarifárias.
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
BALANÇA COMERCIAL COM EUA 7EM SUPERÁVIT
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,823 bilhões em maio, segundo a Secex/MDIC. O resultado superou as expectativas do mercado e foi impulsionado por exportações de US$ 31,9 bilhões e importações de US$ 24,1 bilhões. As exportações cresceram 6,6% em relação a maio de 2025, com destaque para a agropecuária (+9,8%) e a indústria de transformação (+9%). Já as importações avançaram 5,3%, puxadas pela indústria de transformação. Nos bastidores, o governo brasileiro avalia que o novo pacote tarifário anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, teve motivação mais política do que econômica. Diplomatas afirmam que Washington ignorou argumentos apresentados pelo Brasil durante as negociações. As exportações brasileiras para os EUA caíram 14% em maio, somando US$ 3,09 bilhões. As importações de produtos americanos também recuaram, caindo 11%, para US$ 3,21 bilhões. Com isso, o Brasil registrou déficit de US$ 121 milhões na balança comercial com os norte-americanos no mês.
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