Pesquisar este blog

sexta-feira, 12 de junho de 2026

EUA IMPEDEM ENTRADA DE TORCEDORES E ATÉ DE ÁRBITRO


Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a rígida política de vistos dos Estados Unidos virou tema de debate. Vetos, restrições à delegação do Irã e extradições impediram a entrada de torcedores e até de um árbitro escalado pela Fifa. Em contraste, a própria seleção norte-americana evidencia a importância da imigração para o crescimento do futebol no país. Dos 26 convocados por Mauricio Pochettino, ao menos nove têm pais nascidos fora dos EUA. Entre eles está Ricardo Pepi, filho de mexicanos e ligado à cidade de Juarez, na fronteira com o Texas. Já Tim Weah é filho de George Weah, ex-jogador da Libéria e vencedor da Bola de Ouro de 1995. Outro exemplo é Alejandro Zendejas. Nascido no México, ele chegou a aceitar convocações da seleção mexicana antes de optar pelos Estados Unidos após um impasse envolvendo a Fifa. Hoje, atua pelo América-MEX. A lista de atletas com origem imigrante inclui ainda Folarin Balogun, Haji Wright, Mark McKenzie, Sergiño Dest, Cristian Roldan e Tyler Adams.

Embora não critiquem publicamente a política de vistos, alguns jogadores já se posicionaram sobre questões raciais. Weston McKennie participou do movimento Black Lives Matter em 2020 e afirmou temer abordagens policiais por causa da cor da pele. Segundo o jornal Washington Post, o futebol vem deixando de ser visto como um esporte predominantemente branco e nativo nos Estados Unidos. A modalidade se torna cada vez mais diversa e passa a refletir a mesma miscigenação presente em esportes como basquete, futebol americano e beisebol. Para analistas, a crescente participação de afro-americanos e filhos de imigrantes mostra como o futebol amplia sua presença entre diferentes grupos da sociedade norte-americana

Nenhum comentário:

Postar um comentário