O juiz Guilherme Salvatto Whitaker, da 1ª Vara Cível de Limeira/SP, condenou, de forma solidária, um médico e a operadora de plano de saúde ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, em razão de atendimento médico realizado com conduta considerada ofensiva. Na decisão, o magistrado destacou que expressões utilizadas pelo profissional, como “você quer ser atropelado aqui agora?”, “você é baiano, por que todo mundo que vem de lá tem mania de doença?” e “quem quer fazer exame é doente da cabeça”, foram incompatíveis com o exercício da medicina, além de não contribuírem para o diagnóstico ou tratamento do paciente. Segundo os autos, o paciente relatou ter sido alvo de comentários inadequados durante consulta, especialmente ao solicitar encaminhamento para exames, o que lhe causou abalo emocional. Durante a instrução, foram juntadas gravações de áudio feitas pelo próprio paciente, cuja licitude foi reconhecida pelo juízo.
O magistrado ressaltou que o médico não impugnou de forma consistente o conteúdo das gravações, sendo suficiente a escuta direta para comprovação dos fatos. A análise das conversas demonstrou extrapolação dos deveres de urbanidade, empatia e respeito, com uso de tom elevado e generalizações depreciativas. A sentença reconheceu o dano moral in re ipsa, decorrente da própria conduta ilícita, considerando a vulnerabilidade do paciente durante a consulta. Também foi reconhecida a responsabilidade objetiva da operadora de saúde, nos termos do CDC, por se tratar de profissional credenciado. O valor da indenização levou em conta a gravidade da conduta e o caráter pedagógico da condenação.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu no STF a suspensão imediata da lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais em universidades. Segundo ele, a norma encerra abruptamente políticas afirmativas sem avaliação de seus efeitos e viola a Constituição. O posicionamento foi apresentado em ADI relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Gonet afirmou que há jurisprudência consolidada do STF reconhecendo a constitucionalidade das ações afirmativas raciais. A interrupção sem análise prévia afronta a igualdade material, a vedação ao retrocesso social e o combate ao racismo. A lei catarinense proíbe cotas raciais, vagas suplementares e ações afirmativas em universidades públicas ou financiadas com recursos públicos. Permite apenas reservas para pessoas com deficiência, critérios econômicos e egressos da rede pública estadual. A legislação prevê sanções como multa de R$ 100 mil, nulidade de certames, corte de repasses e responsabilização de gestores.
Pela primeira vez, as Forças Armadas de Israel reconheceram que ao menos 70 mil palestinos morreram na guerra na Faixa de Gaza, confirmando números do Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. Segundo o órgão, 71.667 pessoas morreram desde o início do conflito, em outubro de 2023, encerrado com um cessar-fogo em outubro de 2025. Antes disso, Israel questionava os dados e afirmava apenas ter matado cerca de 22 mil combatentes do Hamas. A ONU considera os números do Ministério geralmente confiáveis, embora estudos independentes apresentem divergências: um, da Universidade de Londres, estimou até 75 mil mortos, enquanto outro, da Austrália, afirmou que os dados estariam inflados.
MEDICAMENTO DE ALTO CUSTO FORA DO ROL DA ANS
CRUZ SUÁSTICA NO VIDRO TRASEIRO DO CARRO
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova criada para avaliar a qualidade da formação dos médicos no Brasil, em meio à explosão de cursos de Medicina e ao aumento de médicos generalistas. Os resultados recentes mostraram que cerca de um terço das faculdades não atingiu o nível mínimo de proficiência, reacendendo o debate sobre qualidade e regulação da profissão.