O julgamento, realizado entre fevereiro e março, expôs sua rotina marcada por drogas, álcool e relacionamentos conturbados. Em depoimento, ele afirmou que buscava reconhecimento por ser conhecido apenas como filho da princesa. Segundo a acusação, os estupros ocorreram entre 2018 e 2024 após festas com consumo de álcool e drogas. Investigadores disseram ter encontrado vídeos que comprovariam os crimes. O caso veio à tona em agosto de 2024, após a denúncia de agressão contra uma companheira. Outra ex-namorada também relatou violência física e psicológica. Embora não integre oficialmente a família real, Hoiby contribuiu para a queda do apoio popular à monarquia norueguesa. O escândalo se soma a outras controvérsias envolvendo a família real nos últimos anos.
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segunda-feira, 15 de junho de 2026
FILHO DE PRINCESA NA CADEIA
A Justiça da Noruega condenou Marius Borg Hoiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit, a quatro anos de prisão, na segunda-feira (15). Ele foi considerado culpado por dois estupros e absolvido de outras duas acusações em um caso que abalou a monarquia norueguesa. Além dos estupros — um deles ocorrido em 2018 na residência oficial da família real —, Hoiby foi condenado por maus-tratos contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito. O filho da princesa enfrentava 40 acusações e poderia receber até 16 anos de prisão. O Ministério Público pedia pena de sete anos e sete meses. Hoiby, de 29 anos, negava os crimes mais graves, mas admitiu culpa em delitos como transporte de 3,5 quilos de maconha, lesões corporais e ameaças. Preso preventivamente desde fevereiro, ele acompanhou a leitura da sentença por videoconferência por motivos de saúde não divulgados.
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