O regime da Venezuela libertou 24 presos políticos até hoje, 12, segundo a ONG Foro Penal. Com isso, o total de libertados chega a 41, entre eles 9 mulheres e 15 homens. Os detentos estavam nas prisões de La Crisálida e Rodeo 1, no estado de Miranda. Dois cidadãos italianos faziam parte do grupo recém-libertado. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, celebrou a soltura. Ela afirmou que os compatriotas estão em segurança na embaixada em Caracas. Um avião foi enviado de Roma para trazê-los de volta ao país. O regime interino de Delcy Rodríguez fala em 116 libertações recentes. Em dezembro, outras 187 pessoas teriam sido soltas. A ditadura chavista não reconhece oficialmente presos políticos. Por isso, os números não podem ser verificados de forma independente. Organizações venezuelanas contestam o balanço divulgado. O governo diz que as solturas envolvem crimes contra a ordem constitucional. As libertações ocorreram no dia de audiência de María Corina Machado com o papa. O Vaticano confirmou o encontro, sem divulgar detalhes. Foi a primeira aparição pública dela fora da Noruega desde o Nobel.
Na quinta (8), o regime prometeu soltar um número “importante” de detidos. Familiares e oposição criticam a lentidão e a falta de transparência. Estimativas apontam entre 800 e 1.200 presos políticos no país. O governo chama a medida de gesto de “convivência pacífica”. A Casa Branca atribui o movimento à pressão de Donald Trump. Familiares acampam em frente a presídios em busca de informações. Guardas dizem não ter detalhes sobre novas solturas. ONGs exigem lista completa e verificável dos libertados. Entre os soltos estão Rocío San Miguel e Enrique Márquez. Ambos haviam sido presos após críticas ao regime de Nicolás Maduro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário