Procuradores federais dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, relacionada à reforma da sede do banco central em Washington. A informação foi divulgada inicialmente pelo The New York Times e confirmada por Powell em comunicado oficial. O inquérito é conduzido pela Procuradoria dos EUA no Distrito de Colúmbia e apura se Powell mentiu ao Congresso sobre o escopo das renovações. A investigação foi aprovada por Jeanine Pirro, nomeada para o cargo pelo presidente Donald Trump. Os procuradores solicitaram documentos à equipe de Powell, enquanto a Casa Branca não comentou o caso. Em resposta, Powell afirmou respeitar o Estado de Direito, mas classificou a investigação como uma ação sem precedentes, inserida em um contexto de pressões políticas do governo Trump. Segundo ele, as acusações são “pretextos” e não dizem respeito à reforma ou ao papel fiscalizador do Congresso.
Powell declarou que a ameaça de acusações criminais estaria ligada à independência do Fed na definição das taxas de juros, contrariando as preferências do presidente. Trump tem pedido repetidamente sua renúncia e já afirmou que gostaria de demiti-lo. As críticas incluem o custo da reforma da sede, estimado em US$ 2,5 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 1,9 bilhão. Trump já indicou que escolheu um sucessor para Powell, cujo mandato termina em maio de 2026, sendo Kevin Hassett um dos cotados.
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