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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

BANCO MASTER: FRAUDES BILIONÁRIAS

A fala do ex-presidente do BRB ao STF é gravíssima. Ele afirmou que avisou  pessoalmente o governador Ibaneis sobre a operação bilionária com o Banco  Master. Mesmo assim, o negócio avançou. SegundoAté pouco tempo desconhecido do público, o Banco Master, uma pequena instituição financeira, tornou-se o centro de uma grave crise envolvendo suspeitas de fraudes bilionárias, com impactos que alcançam a política, o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). O economista Cleveland Prates Teixeira afirma que o caso é preocupante pela capacidade de um banco pequeno “contaminar” o ambiente institucional. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente em novembro e hoje usa tornozeleira eletrônica. Após a operação da Polícia Federal, o BC determinou a liquidação do banco para evitar riscos ao sistema financeiro. A crise se agravou quando o TCU anunciou uma inspeção para apurar a decisão do BC, gerando temor de interferência política em decisões técnicas. Especialistas avaliam que o TCU não tem competência para revisar a atuação regulatória do Banco Central, o que poderia intimidar reguladores e incentivar bancos a assumir riscos excessivos.

Houve ataques ao BC nas redes sociais, levando a PF a investigar possível financiamento de influenciadores. Em reação, entidades do sistema financeiro publicaram nota de apoio ao Banco Central. Diante da repercussão, o ministro do TCU suspendeu a inspeção e levou o tema ao plenário. O caso ganhou ainda mais destaque por envolver ministros do STF. Dias Toffoli assumiu a relatoria de um recurso do banco e decretou sigilo, enquanto surgiram notícias sobre relações indiretas de ministros com advogados e contratos ligados ao banco. Para Teixeira, esses ministros deveriam se declarar suspeitos para preservar a credibilidade institucional. Segundo o economista, o maior risco sistêmico não é apenas financeiro, mas regulatório: interferências políticas podem enfraquecer a atuação técnica do Estado, gerar insegurança jurídica e incentivar más práticas no mercado.

 

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