O recém-anunciado técnico do Chelsea, Liam Rosenior, virou assunto nas redes sociais antes mesmo de estrear no comando do clube. Internautas resgataram um artigo escrito por ele em junho de 2020, publicado no jornal The Guardian, no qual faz duras críticas ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio aos protestos globais contra o racismo após a morte de George Floyd. Escrito em forma de carta aberta e com forte tom irônico, o texto responsabiliza Trump pelo agravamento das tensões raciais no país. À época auxiliar do Derby County, Rosenior afirma que a postura do então presidente serviu como catalisador para mobilizações sociais que ultrapassaram as fronteiras dos EUA, influenciando também outros países, como o Reino Unido. Em um trecho pessoal, o treinador relata o impacto do contexto político em sua família, dizendo que suas filhas, cidadãs americanas, questionavam por que o presidente “odiava os negros”. Rosenior é filho de Leroy Rosenior, ex-jogador condecorado com o MBE por sua atuação no combate à discriminação no esporte.
No artigo, o novo técnico do Chelsea agradece ironicamente Trump por expor o racismo estrutural dos Estados Unidos e por, segundo ele, inspirar mudanças duradouras ao se tornar um símbolo a ser superado. Para Rosenior, o ex-presidente representava uma ideologia ultrapassada e excludente. Anunciado nesta semana, Liam Rosenior, de 41 anos, assinou contrato com o Chelsea até 2032. Ele chega após a demissão de Enzo Maresca e vinha de trabalho no Strasbourg, além de passagens por Derby County e Hull City.
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