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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

MANIFESTAÇÕES QUESTIONAM REGIME NO IRÃ

Os protestos no Irã continuam.Manifestações são as maiores desde 2022;  lojistas, comerciantes de bazares e estudantes entoaram slogans contra o  governo.Protestos atingiram ao menos 17 das 31 províncias do Irã, no maior desafio ao regime desde 2022, segundo a BBC. A contagem considera apenas vídeos verificados; o número real pode ser maior. Há relatos de atos em outras 11 províncias. As manifestações começaram em 28 de dezembro, após forte desvalorização da moeda. Imagens mostram protestos em mais de 50 cidades, inclusive em áreas antes leais ao regime. Mais de cem vídeos confirmam a dimensão da instabilidade. Cidades como Qom e Mashhad também registraram atos. Especialistas veem nisso sinal de desgaste da base governista. Em 2022, a repressão matou mais de 550 pessoas, segundo ONGs. Inicialmente contida, a repressão voltou a se intensificar desde 3 de janeiro. O líder supremo Khamenei exigiu que “desordeiros” fossem contidos. O Judiciário prometeu ouvir críticas legítimas, mas punir agitadores. A Guarda Revolucionária advertiu que não tolerará protestos em Lorestan. A BBC Persa confirmou ao menos 11 mortes; a HRANA fala em 35. Em Malekshahi, imagens indicam abertura de fogo e múltiplas mortes.

Vídeos mostram feridos sendo levados a hospitais. Em Ilam, forças de segurança atiraram perto de um hospital. O presidente ordenou investigação. Há registros de disparos contra manifestantes em outras cidades. Analistas alertam que a repressão pode ampliar o ressentimento popular. Também houve ataques de manifestantes contra agentes do regime. Em Qom, policiais foram atingidos por pedras. Outro vídeo mostra um agente incendiado após agressões a um manifestante. Em Azna, manifestantes incendiaram área próxima a uma delegacia. As causas iniciais foram crise econômica, sanções e corrupção. Os protestos passaram a adotar tom abertamente anti-regime. Houve palavras de ordem contra Khamenei e apoio à dinastia Pahlavi. Em Teerã, estudantes gritaram “morte ao ditador”. Em Iranshahr, estátuas de líderes foram incendiadas. Especialistas dizem que, apesar da escala, o regime ainda não enfrenta ameaça existencial. 

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